Populismo segundo Ernesto Laclau. Chave para uma democracia radical e plural

Edição: 508

A complexa Argentina que levou Perón à Casa Rosada não cabia nas categorias históricas do marxismo. Na tentativa de compreender o fenômeno, Ernesto Laclau (1935-2014) deu um passo adiante nos debates sobre a luta de classes e passou a construir um conceito que o tornou notável: o populismo. É justamente no contexto do peronismo que ele vê emergir um antagonismo pluralista em que os conflitos sociais convivem harmonicamente e, juntos, geram demandas comuns, sendo capazes de se insurgir como alternativa ao poder hegemônico instituído. Laclau passa a perceber na articulação do povo em sua multiplicidade, o desencadeamento de outra perspectiva de democracia. É da resistência e da rebelião, e não da exploração, que começa a política. Enfim, para Laclau, “o populismo é muito mais do que um estigma, uma anomalia, uma saída dos trilhos da normalidade; é um conceito-chave para pensar a política”, constata Myriam Southwell, aluna do sociólogo argentino.

Somos condenados a viver em sociedade? As contribuições de Rousseau à modernidade política

Edição: 415

Considerado um dos grandes filósofos do Iluminismo, Jean-Jacques Rousseau continua a ser um pensador importante para se analisar a sociedade e a política. Prova disso é que em 2012, quando se completaram 300 anos de seu nascimento, inúmeras celebrações aconteceram mundo afora. Autor de ideias importantes e controvertidas, o filósofo contratualista afirmava, contrariamente a Hobbes, que o homem nascia bom e era corrompido pela vida em sociedade. Estava, por assim dizer, “condenado” a entrar em um pacto que viabilizasse sua existência cotidiana. Para debater seu legado filosófico, a IHU On-Line entrevistou pesquisadores e pesquisadoras especialistas em Rousseau.

América Latina em movimento. Algumas notas

Edição: 213

Algo se move na América Latina. Quem o ignora? Como entender e interpretar o que está acontecendo? Nesta edição, procurando entender melhor o que ocorre neste continente, entrevistamos Luiz Eduardo Wanderley, sociólogo e ex-reitor da PUC-SP, José Comblin, teólogo e um dos maiores conhecedores do continente; Edson Antoni, pesquisador dos movimentos sociais latino-americanos, especialmente o EZLN e o MST; James Petras, sociólogo, sempre polêmico nas suas reflexões; Cláudia Wasserman, historiadora; e Horácio Verbitsky, jornalista argentino que se tornou uma referência nos estudos sobre a duríssima ditadura militar que, precisamente, há 31 anos se instalou na Argentina. Assim, temos algumas notas, ainda esparsas, que podem contribuir para que, numa futura edição, possamos dar conta do que se passa nesta nossa América. A constatação da Prof.ª Cláudia Wasserman, da UFRGS, nos desafia: “Os intelectuais latino-americanos não têm conseguido dar respostas aos problemas atuais e nem interpretar o que vem ocorrendo”. Aceitamos o desafio e voltaremos ao tema.

Publicações

  • Cadernos IHU ideias

    262ª edição - As sociabilidades virtuais glocalizadas na metrópole: experiências do ativismo cibernético do grupo Direitos Urbanos no Recife

    Autor: Breno Fontes e Davi Cavalcanti

    Acessar PDF
  • Cadernos Teologia Pública

    122ª edição - Ser e Agir, o Reino e a Glória: a Oikonomia Trinitária e a bipolaridade da máquina governamental

    Autor: Colby Dickinson

    Acessar PDF
  • Cadernos IHU ideias

    261ª edição - Fugindo para a frente: limites da reinvenção da política no Brasil contemporâneo

    Autor: Henrique Costa

    Acessar PDF

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU

Mais Lidos