O Sínodo da Amazônia sob ataque: aos cardeais “das dúvidas” se junta um grupo anônimo

Revista ihu on-line

Cultura Pop. Na dobra do óbvio, a emergência de um mundo complexo

Edição: 545

Leia mais

Revolução 4.0. Novas fronteiras para a vida e a educação

Edição: 544

Leia mais

Ontologias Anarquistas. Um pensamento para além do cânone

Edição: 543

Leia mais

Mais Lidos

  • Não posso me calar

    LER MAIS
  • Estudantes, trabalhadores e sonhadores. Quem eram os jovens que morreram após ação da PM em baile funk

    LER MAIS
  • O fim do indivíduo. Viagem de um filósofo à terra da inteligência artificial

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

08 Outubro 2019

A dois cardeais das "dúbias" sobreviventes, uma vez que os outros estão mortos (Gerard Müeller e Walter Brandmueller) desta vez se somou um grupo de bispos, padres e fiéis de todo o mundo, mas que desejam permanecer anônimos pela razão, na opinião deles , do "clima de intimidação e expurgos" que existe na Cúria romana e na Igreja em geral.

A reportagem é de Maria Antonietta Calabrò, publicada por Huffington Post, 10-03-2019. A tradução é de Luisa Rabolini.

E eles assinaram (mas aqui ninguém pode controlar) quatro preposições críticas do Documento Preparatório do Sínodo Pan-amazônico, que se abre no Vaticano. Domingo de manhã, 6 de outubro, a missa com o Papa em São Pedro e depois os trabalhos que se estenderão até 27 de outubro com a presença de 184 padres sinodais, dos quais 113 são provenientes das dioceses pan-amazônicas (Guiana, Brasil, Venezuela, Equador, Peru, etc.), 13 cardeais da Cúria, 15 Superiores Gerais de Ordens Religiosas e 33 membros de nomeação pontifícia.

O grupo anônimo de contestadores do Sínodo se autodenominou "Grupo Internacional de Padres" (Coetus Internationalis Patrum), referindo-se a um precedente histórico: o grupo de pressão que se manifestou durante o Concílio Vaticano II e que propôs uma série de emendas aos documentos conciliares.

Uma lista de quatro teses do Instrumentum laboris, (aprovado em junho e que constitui a base para a discussão do Sínodo), rotuladas como "inaceitável" e em contraste com "a perene doutrina da Igreja", foi enviada à mídia católica, alguns dia atrás.

Segundo os promotores da iniciativa, o tema do Sínodo seria "Novos caminhos para a Igreja e para uma teologia integral". Mas aqui já existe um erro clamoroso, que induz o leitor a pensar que o Sínodo queira introduzir uma "nova teologia" com bases ecológicas. Em vez disso, o título correto é "Amazônia: novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral".

O ponto central da discordância "teológica" é a questão dos chamados "viri probati", ou seja, a possibilidade de ordenar homens casados ​​de uma certa idade e de fé comprovada que possam celebrar a missa nas comunidades onde há escassez de padres. "As comunidades da Amazônia entre 70 e 80% não têm vida sacramental. Há um salto entre a palavra de Deus e a prática", declarou o cardeal brasileiro dom Claudio Hummes. Ele observou que essas comunidades "têm a palavra de Deus com catequistas e missionários, mas são precisos os sacramentos e faltam os ministros. Em suma, há um salto entre a palavra e a prática. "Faltam meios importantes porque a Igreja deve viver de Eucaristia. É necessário procurar novos caminhos".

O cardeal Lorenzo Baldisseri, secretário geral do Sínodo, ressaltou que a questão dos "viri probati" está contemplada no Instrumentum laboris como "possibilidade" para garantir os sacramentos nas áreas onde há falta de padres. Mas - ele acrescentou - o Documento "não é um documento pontifício, não é um documento do Papa", não é um documento magisterial, mas apenas "uma compilação de questões que serão discutidas, e somente no final desse processo o Papa se expressará, talvez com uma exortação apostólica pós-sinodal”. Em suma, "antes de julgar, seria oportuno ouvir", e foi o que os bispos envolvidos fizeram.

A interpretação maldosa do título do Sínodo, no entanto, abre um ponto de interrogação sobre qual é o real objetivo do Grupo de contestadores, vistos também os enormes interesses econômicos em jogo na região amazônica, "o pulmão verde da Terra", mas também um dos lugares da Planeta em risco de exploração econômica intensivo, como ficou claro na última Assembleia das Nações Unidas.

"A salvação é apenas Jesus Cristo" reiteram os contestadores. Mas essa afirmação que cada católico subscreve, parece excluir para eles o fato de que um crente possa ou deva se ocupar das condições concretas da vida de seus similares, especialmente os mais marginalizados e necessitados, em relação a uma correto relação com a Criação.

O Sínodo pretende falar de "ecologia integral", não de uma teologia integrada pela ecologia. Mesmo que aos padres sinodais será entregue um kit de trabalho plastic free e biodegradável.

Leia mais

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

O Sínodo da Amazônia sob ataque: aos cardeais “das dúvidas” se junta um grupo anônimo - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV