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16 Fevereiro 2017

"Como é possível convencer a população de que os recursos e o trabalho suado dos 99% que não são endinheirados devem ir para o bolso do 1% mais rico? Como a elite do dinheiro consegue comprar o monopólio não só econômico, mas também cultural, social e político de modo a legitimar o assalto à riqueza coletiva? Como é possível transformar pessoas inteligentes em imbecis capazes de agir contra si mesmos sem perceber? Como tantos são iludidos por tão poucos?", questiona Manfredo Araújo de Oliveira, doutor em Filosofia pela Universität München Ludwig Maximilian de Munique, Alemanha, e professor da Universidade Federal do Ceará – UFC.

Eis o artigo.

Difícil é negar que estamos vivenciando um processo de desconstrução dos direitos sociais proclamados pela constituição de 1988. Como reage a população? Para além do caso de alguns movimentos sociais, há informação do que realmente acontece? Para muitos isto é impossível porque um elemento fundamental nesta conjuntura é um “pacto de desinformação” para que não se possa perceber o que ocorre. Fala-se de “terrorismo ideológico”, condição necessária para garantir a hegemonia cultural de uma pequena minoria, menor de 1% da população, que somente assim pode receber a legitimação para configurar um mundo que assegure a efetivação de seus interesses econômicos.

Guilherme Delgado, economista do Ipea, chama atenção a dois eventos do ano passado que nos ajudam a compreender melhor esta situação. O primeiro foi uma reportagem publicada no Jornal “O Estado de São Paulo” com o título: “Lava-a-jato investiga 13 Bancos por Lavagem de Dinheiro”. Esta reportagem é para ele um exemplo de informação jornalística honesta: parte-se do fato apresentado no que foi objetivamente apurado, ouvem-se objetivamente as partes acusadas no relatório, etc. Os Bancos preferiram não falar invocando sigilo bancário ou simplesmente declaram sua honestidade. Tudo isto foi enviado aos operadores da Lava-a-jato. O jornal não voltou ao assunto e não houve qualquer repercussão na mídia. A Polícia Federal, o Ministério Público e o juiz Sergio Moro não emitiram qualquer comentário sobre o assunto.

O outro evento é exatamente o oposto: apareceu quase todos os dias na mídia com enorme cobertura a repetição sistemática de suspeitas levantadas. Esta repetição com larga cobertura tinha objetivo claro: produzir na população uma espécie de “síndrome de suspeição” . Tratava-se das especulações a respeito de apartamento de Lula na praia e de um sítio em Atibaia. Aqui concorreram articuladamente Polícia Federal, Ministério Público, Poder Judiciário e uma certa mídia que assim abandonou o jornalismo veraz e fidedigno para assumir tácita ou ostensivamente o papel de partido político em campanha eleitoral. Uma investigação factual séria é transformada em verdadeira orquestração de caça às bruxas.

Em primeiro lugar esta situação contribui fortemente para baixar o nível intelectual do debate político. Mas certamente levanta a questão central da informação necessária para a efetivação de uma verdadeira democracia e o papel fundamental que a mídia exerce neste processo. Jessé Souza levanta a respeito desta situação perguntas muito pertinentes. Como é possível convencer a população de que os recursos e o trabalho suado dos 99% que não são endinheirados devem ir para o bolso do 1% mais rico? Como a elite do dinheiro consegue comprar o monopólio não só econômico, mas também cultural, social e político de modo a legitimar o assalto à riqueza coletiva? Como é possível transformar pessoas inteligentes em imbecis capazes de agir contra si mesmos sem perceber? Como tantos são iludidos por tão poucos? A compreensão dos mecanismos da sociedade é extremamente difícil e se faz necessário que se construa a impressão de que tudo é transparente e óbvio e que se construa uma legitimação aceitável.

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