Católicos no vax. Do aborto à missa latina: a Besta instaura a nova Sodoma planetária

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27 Julho 2021

 

"Investigar os católicos no vax é como mergulhar em um inacreditável poço sem fundo. No entanto, nenhum de seus boletins ou jornais tem uma cura alternativa, sempre que em seus corações não meditem um catártico extermínio em nível mundial", escreve Fabrizio D'Esposito, em artigo publicado por Il Fatto Quotidiano, 26-07-2021. A tradução de Luisa Rabolini.

 

Eis o artigo.

 

Vacinas, missa em latim, aborto, a Besta do Apocalipse, o mundialismo, a ditadura para-maçônica do mundo terráqueo, até mesmo o bezerro de ouro bíblico. Tudo serve, segundo os católicos no vax, ou seja, a minoria clerical de direita que saiu às ruas no sábado passado com as outras franjas dos negacionistas da vacinação.

Pois bem, vamos começar pela ligação entre “o motu proprio que acaba com a missa antiga e a imposição do Green Pass pelo governo”. Para o La Nuova Bussola Quotidiana, jornal online de CL rebeldes, assim avançam "os caracteres de um fiel católico condenado à clandestinidade". Não é por acaso que o modelo evocado é o do comunismo chinês, onde a Igreja sofreu e viveu durante décadas nas catacumbas. Os católicos no vax identificam-se de fato na Missa Tridentina que o Papa Francisco justamente limitou nas últimas semanas com a carta apostólica na forma de motu proprio Traditionis custodes. Um aperto que chega após a liberalização de Bento XVI em 2007 com o Summorum pontificum. Hoje, segundo Bergoglio, este rito divide e, acima de tudo, tornou-se o símbolo da oposição ao seu pontificado.

E vamos passar ao aborto. Em primeiro lugar, para os católicos no vax a vacina é imoral porque em alguns casos a pesquisa usou células embrionárias de fetos abortados. Não somente. A vacinação compulsória - obviamente um favor às grandes multinacionais farmacêuticas de Satanás - é uma peça do Great Reset mundial da nova ditadura para-maçônica (da qual Draghi é parte integrante). Uma espécie de nova Sodoma planetária dominada pela eutanásia livre, pelo sexo fluido desprovido de identidade e pelo aborto.

Mas às vezes contradições embaraçosas ocorrem nessa galáxia clerical. Como aquela recente do secretário dos bispos estadunidenses, Burrill: por um lado ele não queria dar a comunhão ao presidente católico, mas "abortista", Biden, por outro lado frequentava clubes gays. A notícia foi divulgada porque os aplicativos do prelado possibilitaram rastrear seus encontros homossexuais. Para Il Foglio, agora comicamente teocon, tratou-se de uma violação de sua privacidade. Como dizer: o mal menor, bispo homossexual, sucumbe ao mal maior, o aborto.

Mas a situação fica ainda pior. Em um conhecido site dirigido por um ex-respeitado vaticanista, aparece a publicação de mensagens proféticas que precedem a segunda vinda de Cristo. Pois bem, já em 2009 houve o anúncio nessas mensagens de uma pandemia global: uma ação da Besta apocalíptica para depois impor a todos as vacinas como um novo bezerro de ouro a idolatrar.

Investigar os católicos no vax é como mergulhar em um inacreditável poço sem fundo. No entanto, nenhum de seus boletins ou jornais (por exemplo a Verdade no vax de B & B, Belpietro e Borgonovo) tem uma cura alternativa, sempre que em seus corações não meditem um catártico extermínio em nível mundial. Entre os clérigos no vax está o cardeal Burke, feroz adversário de Bergoglio. Segundo a eminência antifranciscana, depois das vacinas chegarão os “microchips sob a pele” para nos controlar.

"Mas o único provedor de saúde é somente Deus, não o estado". Como se não fosse possível orar e também se vacinar. Fé, mas também bom senso.

 

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