Epidemias zoonóticas – ONU diz que estamos tratando os sintomas e não as causas da pandemia

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14 Julho 2020

No último dia 06 de julho, o United Nations Environment Programme e o International Livestock Research Institute lançaram o relatório Preventing the next pandemic: zoonotic diseases and how to break the chain of transmission (Prevenindo a próxima pandemia: doenças zoonóticas e como quebrar sua cadeia de transmissão – doenças zoonóticas são aquelas transmitidas ao homem por animais). O relatório conclui que estamos tratando os sintomas e não as causas da atual pandemia, tanto na área de saúde como na área econômica, e que essa postura vai fazer com que nos próximos anos outras doenças do mesmo tipo nos atinjam com violência.

A informação é de Vivaldo José Breternitz, doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo, é professor da Faculdade de Computação e Informática da Universidade Presbiteriana Mackenzie, publicada por EcoDebate, 13-07-2020.

O número de epidemias zoonóticas vem aumentando dos últimos anos, como Ebola, Sars, Febre do Vale do Rift e Vírus do Nilo Ocidental, entre outras, sendo as causas raiz dessas doenças as agressões ao meio ambiente geradas pelo aumento descontrolado da população, crescente demanda por proteína animal produzida em larga escala e sem maiores cuidados etc.

Mesmo antes da covid-19, dois milhões de pessoas morriam a cada ano em função de doenças zoonóticas, a maioria em países pobres. O relatório diz que a covid-19 pode ser a pior pandemia do tipo, mas não foi a primeira, era altamente previsível e provavelmente não será a última.

O relatório recomenda que o tema seja abordado de forma integrada, compreendendo a atenção à saúde humana, dos animais e do meio ambiente, com regras rígidas, estritamente supervisionadas.

Até agora não há essa abordagem integrada, com a covid-19 sendo enfrentada apenas como um problema de ordem médica que afeta a economia, o que configura o enfrentamento dos sintomas e não de suas causas, as já citadas agressões ao meio ambiente, o que pode levar a mais e maiores epidemias.

O FMI estima que o custo econômico da pandemia estará ao redor de nove trilhões de dólares em dois anos, com impacto principalmente nos países mais ricos. Talvez esse número incentive esses países a investirem nessa abordagem integrada, lembrando o que disse recentemente um alto funcionário da ONU: “A pandemia é um SOS que a natureza envia à humanidade”.

 

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