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09 Junho 2020

Na tarde de terça-feira, Donald Trump ordenou evacuar as imediações da Casa Branca e as forças da ordem utilizaram gases lacrimogêneos e bombas de efeito moral para dispersar os manifestantes. O motivo era a intenção do presidente de posar para as câmeras em frente à histórica Igreja Episcopal de St. John. A operação fotográfica foi condenada por vários líderes religiosos.

A reportagem é de Luke ONeil, publicada por El Diario, 06-06-2020. A tradução é do Cepat.

“Permitam-me ser clara, o presidente acaba de usar uma Bíblia, o texto mais sagrado na tradição judaico-cristã, e uma das igrejas de minha diocese sem permissão, como pano de fundo para uma mensagem contrária aos ensinamentos de Jesus”, afirmou ao jornal The Washington Post, Mariann Budde, bispa episcopal de Washington.

Quando um jornalista perguntou a Trump se o exemplar que mostrava era sua própria Bíblia, o presidente respondeu: “É uma Bíblia”. Além do vergonhoso uso da força contra cidadãos para organizar sua pose, em algumas imagens o presidente aparece segurando a Bíblia de forma errada e aparentemente de cabeça para baixo, como se nunca tivesse segurado uma antes. “Conformaria-me se a abrisse de vez em quando”, ironizou Joe Biden, em um discurso na terça-feira.

Não é a primeira pista de que o presidente não está muito familiarizado com o conteúdo do livro sagrado. Em 2015, antes de ser eleito, Trump costumava dizer que a Bíblia era o seu livro favorito. Em um comício em Michigan, perguntou quantos entre a multidão tinham lido “A arte da negociação”, seu livro próprio.

“Esse livro é o meu segundo favorito de todos os tempos”, disse. “Sabem qual é o primeiro? A Bíblia. Nada supera a Bíblia!”. Tornou-se um tema recorrente da campanha eleitoral. “Por mais que “A arte da negociação” me encante, nem sequer se aproxima dela”, disse. “Seguimos a Bíblia até o final”.

Não muito depois, durante uma entrevista como candidato na Bloomberg, pediram a ele que falasse de algum capítulo especial de seu livro favorito. Trump se opôs. “Não gostaria de entrar nisso porque para mim é algo muito pessoal”, disse. “A Bíblia significa muito para mim, mas não quero entrar em detalhes”. Aconteceu o mesmo quando lhe perguntaram se podia escolher entre o Novo e o Velho Testamento. “Provavelmente igual, acredito que é simplesmente incrível”.

Em uma entrevista de rádio, alguns meses antes, foi levado a recordar uma linha da Bíblia que chamasse a sua atenção: “Bom, muitas, acredito. Quero dizer, quando entramos na Bíblia, há muitas, muitas... Para algumas pessoas, veja, olho por olho, quase é possível dizer isso. Não é algo especialmente agradável, mas quando se observa o que está acontecendo com o nosso país, quero dizer, quando se vê o que está acontecendo com o nosso país, como as pessoas se aproveitam de nós, e como zombam de nós e riem de nós”.

Durante uma celebração religiosa em Iowa, um ano depois, e ainda como candidato, esteve a ponto de depositar dinheiro no recipiente usado para a comunhão. Antes havia dito que era um processo que conhecia bem, dizendo que muitas vezes “bebia seu pouquinho de vinho” e “pegava sua pequena bolacha”.

Um pastor que dirige um grupo de estudo da Bíblia para membros do gabinete de Trump, que é uma espécie de assessor do presidente, escreveu em março um artigo culpando os homossexuais e os ambientalistas pela pandemia de covid-19.

E no ano passado, Trump compartilhou uma citação de um locutor de rádio, não judeu, que o comparava ao “Rei de Israel”, e dizia que os israelenses “o amam como se fosse a Segunda Vinda de Deus”. “Obrigado”, respondeu Trump.

O presidente, que disse que não costuma pedir perdão, não comparece assiduamente à igreja. Durante a moção de censura na qual o também republicano Mitt Romney mencionou suas próprias convicções religiosas, antes de votar contra Trump, o presidente disse: “Não gosto de pessoas que utilizam sua fé como justificativa para fazer o que sabem que está errado”. Não obstante, nas eleições de 2016, 81% dos evangélicos brancos que compareceram às urnas votaram em Trump.

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