Facebook usou os dados pessoais de seus usuários como moeda de troca para manipular seus concorrentes

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08 Novembro 2019

O Facebook usou, entre 2011 e 2015, dados pessoais de seus usuários como moeda de troca para negociar e manipular concorrentes, como evidenciado pelo vazamento de mais de 7.000 documentos de um processo apresentado em um juizado da Califórnia por Six4Three, um ex-desenvolvedor de aplicativos que acusa a rede social de arruiná-lo cortando o acesso a esses dados.

A reportagem é de Albert Molins Renter, publicado por La Vanguardia, 07-11-2019. A tradução é do Cepat.

Os vazamentos revelam que o Facebook proporcionava dados pessoais dos usuários apenas para os desenvolvedores que contratavam publicidade na rede social através de uma empresa subsidiária ou para aqueles que não representavam uma ameaça à rede social. Isso significou, por um lado, uma maneira de enganar os próprios usuários sobre sua privacidade, uma forma de monetizar essas informações e uma prática que atentaria contra a livre concorrência, já que secretamente se favoreciam determinadas empresas.

Entre a documentação, estão mais de 4.000 comunicações internas da própria empresa - 1.210 das quais têm o selo de “altamente confidencial” - e foram entregues na quarta-feira passada pelo jornalista investigativo Duncan Campbell, que também as publicou na rede, para vários meios de comunicação estadunidenses. O jornalista também enviou cópias dos documentos ao Congresso dos Estados Unidos.

“Os documentos revelam como Mark Zuckerberg e sua equipe encontraram formas de usar os dados dos usuários do Facebook, incluindo informações pessoais sobre amigos, relacionamentos e fotos, para pressionar seus parceiros”, tuitou Duncan Campbell, na quarta-feira.

Entre as empresas favorecidas, estaria a Amazon, que recebeu “acesso privilegiado aos dados dos usuários porque investiu muito dinheiro em publicidade”. Por outro lado, os documentos revelam que “o aplicativo MessageMe teve cortado o seu acesso aos dados porque se tornou muito popular e estava competindo com o Facebook”, explicou Campbell.

Essas práticas são o que, segundo Campbell, permitiram abusos, como o escândalo de interferência eleitoral da Cambridge Analytica.

Nesse sentido, no dia 6 de novembro, Xavier Becerra, procurador geral da Califórnia, acusou o Facebook de não fornecer uma grande quantidade de informações solicitada em uma investigação de suas práticas de privacidade, iniciada no ano passado, após o escândalo da Cambridge Analytica. Becerra disse que em uma petição ao tribunal de San Francisco, solicita ao juiz obrigar o Facebook a “cumprir adequadamente” com essa referência pendente e com um conjunto de perguntas entregues à empresa em junho.

Os documentos obtidos são os mesmos que foram acessados pelo Parlamento Britânico, em 2018, no decorrer de sua investigação sobre o Facebook, no âmbito da denúncia apresentada pela start up Six4Three, em 2015, após a intenção do Facebook de limitar o acesso a certos tipos de dados dos usuários.

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