Nicarágua. Dom Silvio Báez em sua chegada a Roma: ''As atuais negociações não têm nenhum futuro, porque o governo não tem vontade política''

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02 Mai 2019

Nesta terça-feira, 30 de abril, ao chegar a Roma, no Aeroporto de Fiumicino, o bispo auxiliar de Manágua, Dom Silvio Báez, falando com Darío Menor, da Vida Nueva, foi claro e transparente sobre a dramática situação atual que o seu país vive e que, como se sabe, teve que abandonar “por um tempo prolongado”, respeitando uma decisão do Papa Francisco: “As atuais negociações não têm nenhum futuro, porque o governo não tem vontade política de ceder nada, e o único que deseja é continuar no poder”.

A reportagem é de Il Sismografo, 30-04-2019. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

São palavras que os fatos das últimas horas confirmam, pois, precisamente nessa segunda-feira, a oposição, depois de um encontro com as “testemunhas e acompanhantes” (o núncio e um delegado da OSA/OEA, Waldemar Stanislaw Sommertag e Luis Ángel Rosadilla, respectivamente) do famigerado diálogo com o regime ditatorial de Daniel Ortega e Rosario Murillo, esposa e vice-presidente, denunciou à opinião pública que o governo não demonstra com fatos concretos, tangíveis e verificáveis que quer respeitar os acordos alcançados até agora em três rodadas de negociações.

Dom Báez também reiterou, mas desta vez com muita clareza e determinação, que, na Nicarágua, a única solução verdadeira e definitiva para a crise que se prolonga há mais de um ano com centenas de mortos, feridos e presos são novas eleições presidenciais livres, garantidas e sob controle internacional.

O bispo auxiliar acrescentou que sabe pouco sobre o seu futuro na cidade de Roma e que está à espera de instruções para entender quais serão as novas tarefas que o papa deseja confiar a ele no futuro próximo. O bispo não aceitou a definição de “exílio forçado”, porque, reiterou, trata-se de uma transferência pedida e desejada pelo pontífice, a quem, embora em desacordo, deu plena adesão no respeito da devida obediência.

Por fim, o bispo auxiliar de Manágua também comentou sobre o seu país: “A situação é muito complexa. A única saída pacífica é adiantar as eleições (presidenciais). O governo atual é ilegítimo, governa só pela força das armas e da repressão violenta. Assim não é possível sustentar um Estado. A única saída é que ele se abra para adiantar as eleições e dê ao povo da Nicarágua a oportunidade de decidir o seu futuro. Enquanto isso, a situação não tem saída”.

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