''A Igreja Católica deve mudar seu olhar sobre a homossexualidade'', afirma bispo alemão

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29 Janeiro 2019

O bispo de Essen, na Alemanha, Dom Franz-Josef Overbeck, pede que a Igreja Católica mude o seu modo de considerar a homossexualidade: “Uma coisa é certa: toda pessoa pode ter relações humanas extremamente respeitosas e amorosas”.

A reportagem é de Domradio.de, 28-01-2019. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Foi o que ele escreveu em um comentário sobre um artigo na revista Herder Korrespondenz de fevereiro. “Excluir determinados grupos é uma expressão de um preconceito que é difícil de suportar para as pessoas afetadas e, no fim, contribui para a sua discriminação ou até criminalização.”

Com seu texto, Overbeck se expressa acima de tudo contra a estigmatização dos padres homossexuais, após o escândalo dos abusos na Igreja Católica. “Nem a orientação heterossexual de uma pessoa nem a orientação homossexual podem ser consideradas causa de abuso sexual”, escreveu Overbeck em sua contribuição.

Por isso, seria realmente errado defender que o problema do abuso sexual pode ser resolvido limitando o acesso ao presbiterado apenas aos homens de orientação heterossexual.

Com tal pedido, se alimentaria a perigosa ilusão de ter uma receita garantida para a solução de um “problema tão complexo” como o abuso sexual. Muitas conversas com pessoas que têm essa convicção, nos últimos anos, fizeram-no pensar e o comoveram.

O bispo de Essen também defende que não deve haver obstinação nos preconceitos bíblicos contra os homossexuais. Ele acredita que é preciso opor respostas que sejam consideradas simples à “tentação fundamentalista”. Ao mesmo tempo, a “questão sensível” sobre o status eclesial das relações entre pessoas do mesmo sexo foi excluída do debate sobre a moral sexual.

A homossexualidade na Igreja Católica é cada vez mais objeto de discussões teológicas. No passado, o papa se expressou sobre a questão de modos diferentes. Em 2016, o Papa Francisco, na sua exortação apostólica Amoris laetitia, expressou-se pelo reconhecimento dos modos de vida homossexuais.

Em dezembro de 2018, porém, ele havia definido a homossexualidade como uma moda passageira e falou que é preciso que os filhos com tendências homossexuais sejam acompanhados por um psiquiatra. Afirmação que, depois, ele relativizou.

No ano passado, algumas declarações favoráveis aos homossexuais por parte do padre jesuíta Ansgar Wucherpfenning foram a causa da recusa do Vaticano de renovar a sua nomeação como diretor da Philosophisch-theologischen Hochschule Sankt Georgen, em Frankfurt.

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