Por que não colocar uma mulher na gestão da diocese?

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28 Novembro 2018

Muito tem se falado sobre a liderança das mulheres na Igreja. Os descrentes vão afirmar que pouco aconteceu. Mesmo assim, o Papa deixou claro que quer que as mulheres estejam em lugares onde possam fazer a diferença.

O artigo é de Phyllis Zagano, pesquisadora da Universidade Hofstra, em Hempstead, Nova York e autora de, entre outros, dos seguintes livros: Women Deacons: Past, Present, Future (recentemente publicado em francês, no Canadá, com o título Des femmes diacres) e The Light of the World: Daily Meditations for Advent and Christmas, publicado por National Catholic Reporter, 22-11-2018. A tradução é de Luísa Flores Somavilla.

Eis o artigo.

Os membros do recente Sínodo dos Bispos concordaram: "uma área de grande importância... é a presença das mulheres nos órgãos eclesiais em todos os níveis, inclusive em posições de chefia, e a participação das mulheres nos processos de decisão eclesiásticos, respeitando o papel do ministério ordenado."

O que fazer?

Que tal colocar as mulheres no comando de algumas dioceses?

Há dioceses no mundo todo sem bispos. E muitas religiosas competentes — chanceleres, ex-superioras gerais, líderes de órgão católicos de caridade, por exemplo — que poderiam facilmente gerir a diocese enquanto a Congregação para os Bispos e o Papa decidem o que fazer mais adiante. Só nos Estados Unidos, há sete ou oito sés vagas. Uma já dá o exemplo.

Quando o Arcebispo de Baltimore William Lori tornou-se administrador da Diocese de Wheeling-Charleston, West Virginia, ele nomeou Bryan Minor para o cargo de "delegado de assuntos administrativos". Minor, um pai de família de 49 anos, casado e com quatro filhos, foi diretor de recursos humanos da diocese e liderou a fundação católica de West Virginia. Agora, ele gerencia todas as operações de Wheeling-Charleston relatando a Lori, que dá a última palavra em decisões importantes e supervisiona assuntos relacionados a sacramentos e clérigos.

O que está acontecendo em West Virginia não é o mesmo que acontece quando uma paróquia precisa de um líder e o bispo, seguindo o cânon 517 §2, julgou "que a participação no exercício do cuidado pastoral da paróquia deva ser confiada a alguém que não é sacerdote (um diácono ou leigo)". Mas é semelhante.

Somente um sacerdote pode ser administrador de uma diocese ou uma paróquia. Mas o cânon 517 § 2 permite que os coordenadores pastorais ou diretores paroquiais que supervisionam os esforços ministeriais e assuntos financeiros da paróquia contratem clérigos em caso de necessidade sacramental. Em algum lugar na diocese, há um pastor canônico, mas no melhor dos cenários, o responsável é o diácono ou o leigo.

Na última estimativa, considerando as cerca de 17.000 paróquias dos EUA, 3.500 não tem padres ou pastores residentes. Mas apenas 347 têm diretores paroquiais (em 2005 eram 553), principalmente porque algumas foram fechadas ou agrupadas.

Por quê? Existem pessoas devotas e competentes, com formação adequada, para assumirem a liderança. Por que não manter a pequena paróquia vibrante com um diácono ou um leigo na gestão da comunidade?

E por que não oferecer às dioceses (e à Igreja) o benefício e o caráter inspirador de ter os cuidados de uma mulher enquanto o Vaticano toma conta das nomeações episcopais e das questões burocráticas?

Há muita coisa acontecendo na Igreja para os bispos fecharem paróquias apenas por falta de sacerdotes para a gestão e para ignorar a chance de colocar uma mulher em um cargo importante de liderança, mesmo que temporariamente.

Nem todo mundo consegue gerir uma paróquia. Nem todo mundo consegue gerir uma diocese. Mas algo precisa ser feito para destacar que as mulheres também são líderes. O povo de Deus pergunta: Por que não? E pergunta muitas outras coisas. Quando não há respostas, quando desaparece a esperança por uma liderança e gestão responsável, as mulheres deixam a Igreja. E com ela também vão o marido e os filhos.

Se vai haver um grande esforço para salvar a barca furada de Pedro, é preciso envolver mais mulheres. Simples assim. Até mesmo o arcebispo de São Francisco Salvatore Cordileone relatou para a Conferência dos Bispos Católicos dos EUA que uma resposta comum à crise de abuso sexual é que isso não teria acontecido se as mulheres estivessem no comando.

O sínodo apoiou a presença das mulheres na liderança, mas reconheceu que isso só poderia acontecer caso fosse "implementado por meio de um trabalho de conversão cultural corajoso e uma mudança na prática pastoral".

Coragem. Talvez seja isso o que a Igreja precisa.

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