Para pegada climática mais leve, dieta vegetariana ganha da local

Revista ihu on-line

Etty Hillesum - O colorido do amor no cinza da Shoá

Edição: 531

Leia mais

Missões jesuíticas. Mundos que se revelam e se transformam

Edição: 530

Leia mais

Nietzsche. Da moral de rebanho à reconstrução genealógica do pensar

Edição: 529

Leia mais

Mais Lidos

  • A “mediocracia brasileira” e o Brasil que não hesita em resistir. Artigo de Augusto Jobim do Amaral

    LER MAIS
  • A última primeira missa de Ernesto Cardenal

    LER MAIS
  • "O Papa Francisco é fundamental para que outro genocídio na Amazônia não volte a acontecer". Entrevista com José Gregório Díaz Mirabal

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

02 Novembro 2018

Novo estudo fornece uma contabilização mais detalhada das emissões de gases de efeito estufa provindas da alimentação na União Europeia. Ele mostra que a carne e os laticínios são responsáveis pela maior parte das emissões de gases de efeito estufa resultantes da alimentação na União Europeia.

A informação é do Instituto Internacional de Análise de Sistemas Aplicados (IIASA), publicado por EcoDebate, 01-11-2018.

De acordo com um novo estudo publicado na revista Global Food Security, um cidadão comum da UE tem uma pegada alimentar anual de 1070 kg de CO2 equivalente, se levarmos em conta as emissões na produção, nas mudanças no uso da terra e no transporte internacional. Esta quantia é aproximadamente a mesma da gerada por 6 mil quilômetros rodados por um veículo de um passageiro, de acordo com a Comissão Europeia – e cerca de um terço a mais que a estimativa de emissões de gases de efeito estufa na produção de comida.

O estudo descobriu que a carne e os laticínios correspondem a mais de 75% do impacto causado pela alimentação na UE. Isso porque a produção de carne e laticínios causa não apenas emissões diretas da produção animal, mas também contribui para o desmatamento devido à expansão de terras de cultivo para a alimentação, que é amiúde produzida fora da União Europeia.

Surpreendentemente, o estudo constatou que as emissões relacionadas ao comércio internacional foram pequenas em comparação com outras fontes.

“Rastrear as emissões de gases de efeito estufa da produção de alimentos é extremamente complicado e precisamos de métodos mais eficazes para fazê-lo. Nosso objetivo no estudo era melhor compreender o impacto climático da alimentação da UE e como o comércio internacional afeta nossa contabilização dessas emissões,” disse a doutoranda Vilma Sandström da Universidade de Helsinque, que desenvolveu o estudo como parte do Programa de Verão para Jovens Cientistas do IIASA.

À primeira vista, a produção de alimentos aparenta ser apenas uma pequena porção da pegada climática da Europa: a produção de alimentos na UE corresponde a menos de 5% das emissões globais dos setores agrícola e de gestão do uso da terra. Mas como os europeus também comem produtos importados de todo o mundo, contabilizar as emissões de alimentos da UE baseando-se apenas na produção de alimentos da UE deixa de fora uma importante peça do quebra-cabeças.

Rastrear a origem dos alimentos na contabilidade dos gases de efeito estufa é complexo, e muitos estudos prévios não rastrearam as importações ou usaram estimativas para somente alguns produtos ou regiões. O novo estudo visa equilibrar profundidade e escala, provendo uma estratégia sistemática. Os pesquisadores compararam um grande número de países e diversos produtos agrícolas de diferentes origens e integraram várias fontes de gases de efeito estufa. Os pesquisadores dizem que o método pode também ser aplicado em outros países e regiões.

O novo estudo pode ser útil para tomadores de decisão que desejam quantificar com mais precisão as emissões de gases de efeito estufa. Ele também enfatiza a necessidade de melhor rastrear os impactos da comida importada. Em especial, o estudo destacou o impacto dos alimentos importados para os animais.

A pesquisa também provê mais informações para consumidores conscientizados, reforçando pesquisas anteriores que mostram que comer menos carne e laticínios é uma das principais ações que indivíduos podem tomar para reduzir sua pegada climática.

“As pessoas tendem a pensar que consumir produtos locais será a solução para a mudança climática, mas na verdade o tipo de produto que comemos é muito mais importante no impacto geral,” diz Hugo Valin, pesquisador do IIASA, coautor do estudo e orientador do Programa de Verão de Vilma Sandström. “Os europeus são culturalmente apegados ao consumo de carne e laticínios. Reduzir nossa pegada climática não exige necessariamente parar de comer tais produtos, mas sim diversificar nossa dieta para reduzir o consumo destes.”

Os autores do estudo incluíram como pesquisadores cientistas da Organização de Pesquisa Científica e Industrial da Commonwealth (CSIRO), na Austrália, e do Centro de Pesquisa sobre Biodiversidade e Clima Senckenberg, na Alemanha.

 

Figura: Estratégias alternativas para contabilizar as emissões de gases de efeito estufa dos produtos agrícolas consumidos/produzidos nos países da União Europeia (Fonte: EcoDebate)

Referência:

Sandström V, Valin H, Krisztin T, Havlík P, Herrero M, Kastner T. (2018). The role of trade in the greenhouse gas footprints of EU diets. Global Food Security. DOI: 10.1016/j.gfs.2018.08.007 [pure.iiasa.ac.at/15461]

Leia mais

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Para pegada climática mais leve, dieta vegetariana ganha da local - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV