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15 Outubro 2018

Foi com um abraço na Casa Santa Marta que o Papa Francisco cumprimentou o jovem Safa al Aqoshy, do Iraque. Entre os jovens auditores do Sínodo dos bispos, Safa teve que deixar a assembleia com antecedência, porque sua mãe está doente de câncer, e o Papa Francisco o recebeu antes da partida.

A reportagem é de Andrea Gagliarducci, publicada em ACI Stampa, 13-10-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O Papa Francisco foi informado das razões de sua partida e também consentiu em enviar uma breve mensagem aos jovens do Iraque.

A fotografia da saudação foi divulgada na conta oficial do Twitter do Sínodo (@Synod2018) e também representa, de algum modo, o clima que se criou na assembleia. No dia 11 de outubro à tarde, o Papa Francisco subiu ao lugar onde os jovens estavam e pediu que continuassem a “hacer lío”, a fazer barulho, segundo uma típica expressão do seu pontificado.

“Ele nos disse para fazer barulho, para nos fazer ouvir, para mostrar aquilo que tínhamos a dizer”, disse Corina Mortola Rodríguez, jovem mexicana professora de canto, no briefing diário sobre o Sínodo, na Sala de Imprensa do Vaticano. Ela também afirmou que os temas sobre os quais os jovens mais estão interessados são “o papel da mulher, as migrações, mas também a interação e a conectividade”.

Na realidade, as situações são muito mais nuançadas de país para país. No seu discurso na sala, divulgado em vídeo na conta da Igreja Caldeia no YouTube (assista a seguir), Safa al Aqoshy lembrou como as questões morais são importantes, mas, para os cristãos no Iraque, a prioridade é permanecer cristãos e permanecer nas suas terras, e também contou o exemplo de dois sacerdotes iraquianos mortos e, em particular, o martírio do Pe. Ragheed Ganni: em maio passado, a Congregação para as Causas dos Santos concedeu ao nihil obstat para o início da causa de beatificação. Seu discurso foi um dos mais aplaudidos no Sínodo.

Naturalmente, há um tema central, que é “voltar a Cristo”, disse o cardeal Wilfried Fox Napier, arcebispo de Durban, aos jornalistas. Napier, encontrando-se com os jornalistas, também revelou um pequeno detalhe sobre o conclave que elegeu o Papa Francisco.

“Quando o papa foi eleito e retornou à Capela Sistina – contou – presumia-se que ele iria receber a homenagem dos outros cardeais. Em vez disso, ele parou, depois viu um cardeal que teria dificuldade para ir cumprimentá-lo e, então, foi pessoalmente cumprimentá-lo, caminhando até a metade da Capela Sistina.”

Segundo o cardeal Napier, isso também demonstra aquilo que este Sínodo deve fazer, ou seja, ir ao encontro, escutar, compreender.

E esse “ir ao encontro” foi o tema crucial das discussões dos Círculos Menores, que estão se concentrando na segunda parte do documento pós-sinodal. Dividido nos três temas “ver, julgar e agir”, o documento agora está enfocando a parte do julgar, certamente menos problemática do que a primeira parte, considerada de corte sociológico demais por muitos Padres sinodais.

Na parte da escuta, muitos bispos ressaltaram que, assim como se deve escutar os sinais dos tempos, assim também nesses sinais dos tempos se encontram a tradição da Igreja, as Sagradas Escrituras, o Evangelho. Por isso, também se deve incluir a escuta de tudo isso no marco de um discernimento vocacional.

Os documentos dos Círculos Menores sobre a segunda parte serão entregues na tarde desta segunda-feira e depois se continuará com a discussão geral e os Círculos Menores sobre a terceira parte. A partir disso, deverão surgir indicações práticas para implementar esse processo de escuta.

Enquanto ocorria a sexta sessão dos Círculos Menores na tarde de sexta-feira, 12, o Papa Francisco também foi à basílica vaticana para saudar um grupo de 1.200 jovens espanhóis. Os jovens eram do movimento Hakuna, nascido durante a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro, em 2013, e agora se espalhou por 20 cidades da Espanha. Eles estavam reunidos para uma celebração eucarística.

O papa, falando em espanhol, pediu desculpas pelos escândalos da Igreja, não somente aqueles provocados pelos abusos, mas também pelo mundanismo, apego a valores que não são evangélicos, pela incoerência da vida, e disse que o jovem comprometido deve ser anticonformista, alegre e compassivo.

Os dois bispos chineses se despedem do Sínodo, convidados apenas após a revogação da excomunhão de um deles e chamados a voltar para casa para outros compromissos assumidos anteriormente. Falando ao Vatican News, os bispos João Batista Yang Xiaoting e José Guo Jincai disseram que sentiram que “aqui está a única fé da Igreja” e que são “uma grande família”, e afirmaram que apreciaram a abordagem pastoral do Sínodo.

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