Xiaoting "O Papa Francisco não quer separar-nos da Igreja universal"

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12 Outubro 2018

Os dois bispos da China continental que estão participando do Sínodo dos Jovens concelebraram uma missa no último domingo em uma paróquia romana. Recebidos em clima de grande emoção pelo pároco Dom Francesco Pesce, D. Yang Xiaoting disse: "Como a família composta por marido e mulher está sempre unida, assim é a Igreja, que é una, santa, católica e apostólica. Na Itália, na China ou em outros países, o amor de Cristo é sempre o mesmo. O Papa Francisco, que conhece muito bem a nossa situação da Igreja Católica na China, não quer nos abandonar, não quer nos separar da Igreja universal”.

A reportagem é de M. Chiara Biagioni, publicada por SIR, 09-10-2018. A tradução é de Luisa Rabolini.

Em um clima de grande alegria e emoção uma paróquia romana - a igreja de Santa Maria ai Monti – acolheu no domingo passado os dois bispos da China continental, mons. João Batista Yang Xiaoting, bispo de Yan 'An (Shaanxi), e Mons. Joseph Guo Jincai, bispo de Chengde (Hebei, esta última diocese recém criada pelo Santo Padre) que, pela primeira vez na história participam do Sínodo, em virtude do recente acordo provisório entre a Santa Sé e a República Popular da China.

Os bispos concelebraram a missa, presidida pelo card. Francisco Coccopalmerio, presidente emérito do Pontifício Conselho para os textos legislativos. Também estava presente Mons. Leonardo Gomez, bispo emérito de Chiquinquira (Colômbia), que está em Roma para participar da canonização de Paulo VI e Oscar Romero (14 de outubro).

Depois de uma breve homilia do cardeal, Mons. Yang tomou a palavra e, inspirado pelas leituras do dia, compartilhou, falando em italiano, uma breve, mas significativa reflexão. "Como a família constituída por marido e mulher está sempre unida, assim é a Igreja, que também é sempre una, santa, católica e apostólica. Na Itália, na China ou em outros países, o amor de Cristo é sempre o mesmo. O Papa Francisco, que conhece muito bem nossa situação na Igreja Católica na China, não quer nos abandonar, não quer nos separar da Igreja universal.

Nós sempre esperamos que o Santo Padre possa vir para a China.

Esperamos na China também todos vocês, o cardeal, o pároco dom Francisco, todos vocês ... sempre esperamos por vocês na China! No amor de Cristo, no amor de Deus, somos sempre uma família, a Igreja universal é sempre como uma família".

Na paróquia romana está ativa há alguns anos a organização sem fins lucrativos "TherAsia", que apoia projetos de solidariedade na China e no Vietnã e - graças a esse vínculo especial - acompanhou de perto o processo de aproximação entre a Santa Sé e a República Popular da China. O bispo Yang agradeceu à comunidade paroquial por esse interesse. "Mesmo se estamos em países diferentes, mesmo que haja uma diferença na cultura, na liturgia e em outras coisas", disse ele, "nossa fé no Senhor é sempre uma. É por isso que todos nós, no amor de Deus, no amor de Cristo, estamos unidos como uma família. Vocês têm orado muito pela Igreja Chinesa. Agradecemos por isso, por orar por nós, por ajudar a Igreja na China. Inclusive hoje estamos muito felizes por estar entre vocês, é uma grande alegria para nós.

Agradeço novamente por sua oração e por todo o amor que demonstraram pela Igreja na China.

Eu ainda peço ajuda para esta Igreja na China. Nossa Igreja é como uma criança, não é muito madura, por isso precisamos de vosso acompanhamento, de vossa ajuda e oração, sempre no amor do Senhor. Obrigado a todos!".

Contatado pelo SIR, o pároco da paróquia Dom Francisco Pesce descreveu a atmosfera vivida no domingo. "Ao longo dos anos temos seguido todo o processo de aproximação e no domingo ficamos comovidos. No final da missa, a procissão parou para rezar no altar lateral onde estão depositadas as relíquias do Beato Gabriele Maria Allegra. Depois os dois bispos pararam para cumprimentar os paroquianos na porta da igreja e para jantar na casa paroquial. Tudo aconteceu em um clima de profunda fraternidade. Nós trocamos presentes. Foi um encontro fraterno".

"Ouvimos que somos uma única Igreja com um único pastor".

Por trás da iniciativa está Monica Romano, sinóloga e docente encarregada pelo centro de estudos inter-religiosos da Pontifícia Universidade Gregoriana. "Assim que entrei em contato com eles - ela relata - mons. Yang aceitou imediatamente o convite com alegria e durante a missa ficaram visivelmente satisfeitos. Eles sentem um grande desejo de proximidade, participação e comunhão com a Igreja universal". O Acordo provisório assinado pela Santa Sé e pela China é “de natureza pastoral e espiritual”. Ou seja, busca "curar as feridas profundas que, ao longo dos anos, marcaram a história e visa reconstruir a plena unidade da Igreja".

Momentos de comunhão como os vividos no domingo na paróquia romana são fundamentais. "Eles são importantes para os católicos chineses - explica a sinóloga - porque respondem ao seu desejo de viver momentos de compartilhamento com a Igreja universal. Mas eles também são importantes para as outras Igrejas do mundo, para que possam conhecer a Igreja na China. É uma Igreja que é percebida, especialmente no mundo ocidental, através de mensagens estereotipadas, que sempre enfatizam os mesmos aspectos quando, ao contraio, ocorreram muitas mudanças ao longo do tempo. Por isso, é importante mostrar a beleza da Igreja chinesa. É uma Igreja vital, uma Igreja jovem, uma Igreja cheia de dons".

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