Relatório da comissão da ONU sobre as mudanças climáticas. Quatro caminhos para salvar o planeta

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10 Outubro 2018

Quatro caminhos possíveis para manter o aquecimento global abaixo de 1,5°C em relação aos níveis pré-industriais, a meta mais ambiciosa do acordo climático de Paris. São esses quatro caminhos o ponto central do relatório elaborado pelo IPCC (Comissão das Nações Unidas sobre Mudança do Clima) publicado na última segunda-feira. Algumas partes do documento já haviam sido apresentadas e discutidas durante o encontro em Incheon na Coreia do Sul.

A reportagem é publicada por L'Osservatore Romano, 08/ 09 -10-2018. A tradução é de Luisa Rabolini.

O relatório, com cerca de trinta páginas traça algumas previsões sobre as consequências de um aquecimento abaixo do limiar de 1,5 graus e indica as políticas a serem adotadas para obter tal resultado. O estudo (encomendado pelo IPCC na Conferência de Paris de 2015) é o resultado de dois anos de trabalho de 91 pesquisadores de 44 países, que examinaram seis mil estudos sobre o assunto e avaliaram 42.000 análises de colegas e governos sobre suas conclusões.

Em todos os quatro caminhos o objetivo central é reduzir a quantidade de gases de efeito estufa de origem humana na atmosfera, principal causa da mudança climática. Dois métodos principais a serem seguidos: por meio do corte das emissões (ou seja, a mudança para energias renováveis e veículos elétricos, eficiência energética, reciclagem de resíduos, redução do consumo de carne) e através da remoção do CO2 (ou seja, por meio de reflorestamento, da captura e armazenamento do carbono, este último um processo ainda experimental).

O primeiro caminho indicado pela ONU é o mais verde: prevê investir na conservação energética e no reflorestamento. O segundo aposta sobre uma elevada sustentabilidade de todos os setores produtivos, com uma utilização limitada do armazenamento de carbono (uma nova tecnologia: um processo de sequestro geológico do dióxido de carbono produzido a partir de grandes instalações de combustão). O terceiro cenário vê os setores da energia e da indústria similares aos atuais, mas com maior foco na sustentabilidade e uma quantidade significativa de armazenamento de carbono. O quarto percurso (aquele mais caro à administração Trump, mas tecnicamente pouco viável) prevê um desenvolvimento baseado em fontes fósseis, com fortes emissões reabsorvidas pelo armazenamento do carbono.

Além dos quatro caminhos, o relatório da ONU também traça um balanço das atuais consequências do aquecimento global. As emissões de gases poluentes de origem humana já elevaram a temperatura média global de cerca de um grau em relação ao nível vigente antes da revolução industrial do século XIX e "transformaram a vida no planeta", como mencionou o presidente do IPCC, Hoesung Lee. "Manter o aquecimento global em um nível inferior a 1,5 graus em vez de dois será muito difícil, mas não impossível", acrescentou. "Se tivermos sucesso, isso impedirá a extinção de outras espécies, a destruição total dos corais, fundamentais para o ecossistema marinho e reduzirá o crescimento do nível do mar para dez centímetros até 2100, poupando áreas costeiras e ilhas". Pelo contrário, "ultrapassar o limite de 1,5 graus poderia levar a um aumento no calor extremo, chuvas torrenciais e secas; isso terá um efeito direto sobre a produção de alimentos, especialmente em áreas sensíveis como a América Latina e o Mediterrâneo".

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