As mulheres estão profundamente decepcionadas com a Igreja. Artigo de Matt Malone, jesuíta

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03 Outubro 2018

“A Igreja deve tentar incluir as vozes, os talentos e as experiências das mulheres em toda a parte na vida eclesial. Mas, para isso, é preciso que, primeiro, façamos algo que nem sempre é fácil: escutar.”

A opinião é do jesuíta estadunidense Matt Malone, diretor da revista America, em artigo publicado em L’Osservatore Romano, 01-10-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis o texto.

Pouco depois de eu começar a minha função como diretor da America, demo-nos conta de um grande problema: a ausência de vozes femininas. Quando os nossos redatores começaram a buscar dados sobre o que as mulheres católicas pensam sobre diversas questões, eles não conseguiram encontrar nenhum rastro. Nunca havia sido feita uma sondagem desse tipo.

Então, nós decidimos fazê-la sozinhos. Aquilo que começou como uma busca de informações essenciais sobre as mulheres católicas por parte de um dos diretores executivos da America se transformou, assim, em um projeto de pesquisa nacional, o primeiro do seu gênero. Mais de 1.500 mulheres participaram da pesquisa online no fim do ano passado.

Algumas notícias são boas, mas muitas outras são preocupantes. Embora a maioria das mulheres católicas permaneça de algum modo ligada à Igreja, elas, porém, estão descomprometidas ou estão se descomprometendo. Enquanto a maioria das mulheres católicas estadunidenses crê em Deus, o número daquelas que participam da missa e dos outros sacramentos é muito mais baixo quando se trata da faixa etária mais jovem. Se você é mulher, então quanto mais jovem você é, mais é provável que não haja espaço para a Igreja na sua vida.

Por quê? Na pesquisa, as mulheres católicas estadunidenses repetidamente indicaram a falta de uma visão clara e de lideranças visíveis para as mulheres na Igreja, tanto em nível nacional quanto paroquial. Em palavras simples: as mulheres não se sentem bem acolhidas na Igreja, porque não se veem em posições de autoridade ou de liderança, uma situação exacerbada pelo declínio acentuado das vocações femininas à vida religiosa.

Portanto, de acordo com a sondagem, a maioria das mulheres católicas estadunidenses apreciaria a ordenação de mulheres ao diaconato permanente.

Mas, se uma das causas mais gerais da crise dos abusos sexuais é a cultura do clericalismo na Igreja, então ordenar mulheres ao primeiro grau do estado clerical não pode ser a única solução.

Também devemos desconectar o poder do sacerdócio. A Igreja deve se perguntar se qualquer papel não sacramental de liderança atualmente desempenhado por um clérigo deve necessariamente ser realizado por um clérigo. Se a resposta for não, essas posições deveriam ser abertas a homens e a mulheres leigos, e a nomeação de mulheres em tais posições deveria se tornar uma prioridade.

Se as mulheres devem permanecer ou voltar, elas não precisam apenas ser informadas de que têm um lugar importante na liderança eclesial, mas também precisam ver isso.

Há mais de 20 anos, a Companhia de Jesus convidou a uma conversão de todos os seus membros, pedindo a cada jesuíta a “escutar com atenção e coragem a experiência das mulheres” e a “enfrentar as injustiças sistêmicas vividas pelas mulheres em todos os âmbitos da vida”. A Companhia de Jesus seguiu essa diretriz de modo descontínuo. Mas, pelo menos, os jesuítas tentaram.

Agora a Igreja deve tentar incluir as vozes, os talentos e as experiências das mulheres em toda a parte na vida eclesial. Mas, para isso, é preciso que, primeiro, façamos algo que nem sempre é fácil: escutar.

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