Caso Viganò: defensores de Francisco também querem clareza. O papa sabia ou não?

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30 Agosto 2018

Máxima confusão dentro e fora da Igreja. A agência Ansa divulgou a notícia, atribuída a estreitos colaboradores papais, de que Francisco está “amargurado, mas não pensa na renúncia”. Para o Vaticano, um gol contra clamoroso em termos de comunicação. Por outro lado, o Avvenire, jornal da Conferência Episcopal Italiana (CEI), desmentiu furiosamente: “Ele não está amargurado, trabalha como sempre, é uma não notícia, uma maquinação”. Assim teriam assegurado algumas “fontes vaticanas credenciadas”.

A reportagem é de Marco Politi, publicada em Il Fatto Quotidiano, 29-08-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

A impressão é de que a Santa Sé não sabe como se mover depois do prato envenenado da carta do ex-núncio Carlo Viganò. Enquanto isso, na mídia, especialmente na televisão, foi transmitida a mensagem de que Viganò, em 2013, advertiu Francisco sobre os abusos sexuais de menores cometidos pelo cardeal McCarrick. Não é verdade.

Em nenhum ponto do seu longo texto o ex-núncio afirma isso. Fala-se apenas da conduta escandalosa de McCarrick com seminaristas e padres adultos. É uma diferença específica, mas, em uma guerra – como aquela que há anos contrapõe a facção ultraconservadora à linha de Bergoglio –, a ambiguidade da mensagem é desejada e estudada. E Viganò alcançou o seu efeito venenoso.

A opinião pública está desorientada, e o carisma de Francisco corre o risco de ser rompido. Voltando de Dublin na noite de domingo, o pontífice disse no avião aos jornalistas sobre o texto Viganò: “Leiam vocês cuidadosamente... vocês têm a capacidade jornalística suficiente para tirar conclusões... Eu gostaria que a maturidade profissional de vocês faça esse trabalho”.

Um jesuíta estadunidense, jornalista de longa data, brilhante analista de questões vaticanas e religiosas, fez isso. Ele se chama Tom Reese, dirigiu durante sete anos a prestigiosa revista dos jesuítas estadunidenses America (afastado por imposição da Congregação para a Doutrina da Fé em 2005), comentarista do igualmente conhecido National Catholic Reporter, por dois anos presidente da estadunidense “Comissão para a Liberdade Religiosa Internacional” por nomeação de Obama. Sua abordagem é pragmática, muito estadunidense e, por isso, eminentemente realista.

Ok, diz Reese em síntese, é possível contra-atacar Viganò polemicamente. Pode-se dizer que ele é um adversário do papa e da sua exortação apostólica Amoris laetitia, como o cardeal Raymond Burke. Pode-se desenterrar o seu passado (na Itália, vieram à tona péssimas histórias de milhões enviados ao exterior e de miseráveis disputas pela herança paterna com a irmã). Pode-se dizer, observa Reese, que, como núncio vaticano nos Estados Unidos, ele não se distinguiu em uma luta intrépida pela transparência sobre os abusos sexuais, ou, melhor, documentos processuais relativos à Diocese de Minneapolis revelam uma carta de Viganò em que ele “comunica a um bispo auxiliar que detenha uma investigação contra o arcebispo local e destrua as provas”.

Ok, podem-se encontrar os furos de muitas afirmações da sua carta. E até se pode dizer que ele é um funcionário frustrado nas suas expectativas de carreira. Mas, na história, muitas “gargantas profundas” são funcionários frustrados. Esse não é o ponto.

Moral da história: não se pode contornar algumas afirmações cruciais de Viganò. São verdadeiras ou não? Elas dizem respeito a João Paulo II, Bento XVI, dois secretários de Estado vaticanos.

Em todo o caso, enfatiza o jesuíta Reese, o fato é que Viganò defende ter falado com o Papa Francisco sobre McCarrick em junho de 2013. O Pe. Reese, notoriamente defensor da linha reformista de Bergoglio, tira as conclusões: “Como o papa é o única outra testemunha desse encontro, somente ele pode confirmar ou negar aquilo que Viganò disse. Recusar-se a responder a essa questão não reforça a sua credibilidade”.

Os seus colaboradores deveriam aconselhá-lo a esclarecer imediatamente o caso. A resposta, continua Reese, poderia ter sido: “Não, Viganò não disse isso ao papa”. Ou: “Ele disse isso ao papa, mas não há registros sobre as supostas proibições impostas (a McCarrick) por parte de Bento XVI. O papa desconsiderou as acusações de Viganò, porque o ex-núncio tinha contra ele uma história de acusações infundadas. E, lembrem-se, foi Francisco quem ordenou que McCarrick passasse o resto de sua vida em oração e em penitência, e retirou o seu barrete vermelho”. E, deve-se especificar, ele abriu um processo eclesiástico contra ele.

No entanto, não se pode calar. Reese conclui: “Assim como cada diocese dos Estados Unidos precisa prestar contas de modo total e transparente dos abusos sexuais clericais e da resposta de cada diocese, assim também o Vaticano deve revelar o que sabia, quando soube e o que fez ou deixou de fazer. Nada menos do que isso dará início à restauração da credibilidade da Igreja Católica”.

Limitar-se a gritar o complô contra Francisco ou a dar doutas interpretações eclesiológicas às suas declarações não compreende o perigo em que se encontra toda a estratégia do Papa Bergoglio.

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