Chile. Bispos pedem desculpas por "falharem" com vítimas de abuso sexual

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06 Agosto 2018

Foram necessários anos, uma viagem a Roma, uma repreensão papal e renúncia em massa, mas os bispos do Chile agora reconheceram publicamente que "falharam” coletivamente em proteger as crianças do abuso sexual clerical.

A reportagem é de Inés San Martín, publicada por Crux, 05-08-2018. A tradução é de Victor D. Thiesen.

"Nós fracassamos em nosso papel como pastores por não ter escutado, acreditado, assistido ou acompanhado as vítimas de injustiças e pecados graves cometidos por sacerdotes e religiosos", disseram os bispos em uma declaração que fechava uma assembleia geral extraordinária dedicada a tratar da atual crise na Igreja local.

Alegações contra vários membros da Igreja chilena, em particular o bispo Juan Barros, acusado de encobrir seu mentor, o padre pedófilo Fernando Karadima, levaram o Papa Francisco a abrir uma investigação que o levou a aceitar a renúncia de cinco bispos, e observadores acreditam que ele aceitará várias outras nos próximos meses.

Além disso, a posição do Papa abriu a porta para que os promotores chilenos analisassem os abusos cometidos pelo clero, a maioria dos quais não havia sido relatada às autoridades civis, mesmo depois que os padres foram considerados culpados e suspensos do ministério.

"Não reagimos a tempo quando enfrentamos os dolorosos abusos sexuais, abusos de poder e autoridade e, por isso, pedimos o perdão em primeiro lugar das vítimas e sobreviventes", disse o bispo Santiago Silva, presidente da conferência dos bispos chilenos.

“Alguns de nós poderiam ter sido mais ativos e atentos no enfrentamento da dor sofrida pelas vítimas, suas famílias e a comunidade eclesial”, acrescentou.

Os bispos também anunciaram uma série de medidas que tentarão “dar uma resposta e pelo menos começar a resolver o grave problema que temos na Igreja”. Elas incluem “disponibilidade absoluta para cooperar com o Ministério Público”, que tem 38 casos abertos, investigando 73 supostos perpetradores que abusaram de mais de 100 pessoas.

O cardeal Ricardo Ezzati, arcebispo de Santiago, foi convocado pelo Ministério Público sob a acusação de encobrimento de casos de abuso, e deve dar depoimento ainda este mês.

Silva também disse que após a próxima assembleia, marcada para abril, os bispos também anunciarão medidas de “médio e longo prazo” para combater o abuso sexual clerical e a cultura sistemática de acobertamento que Francisco denunciou no início deste ano.

Os bispos se comprometeram a divulgar todas as investigações canônicas que já ocorreram em supostos casos de abuso de menores e pediram aos superiores das congregações religiosas que fizessem o mesmo.

O bispo Fernando Ramos, secretário-geral dos bispos chilenos, também esteve na conferência de imprensa na sexta-feira anunciando as novas medidas. Ele falou da vontade de fazer um acordo para garantir a “transferência fluida de informações” que, dentro das normas da Igreja, “se encaixa nas exigências do ministério público”.

Sobre a possibilidade da Igreja dar os nomes das vítimas aos promotores, o bispo disse que este é um dos assuntos que estão sendo discutidos.

"Aqui há um critério-chave: total disposição para cooperar com os promotores, [e] com base nesse ponto-chave, estamos tentando chegar a um acordo", disse Silva.

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