Chile. Cardeal Ezzati diz que episcopado desconhecia fatos denunciados pelo Papa

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20 Maio 2018

O cardeal chileno Ricardo Ezzati disse hoje, sábado, que tanto ele como os bispos do país receberam como “uma novidade” os fatos denunciados em uma carta pelo Papa Francisco sobre encobrimentos, negligências e destruição de documentos relacionados a casos de abusos sexuais.

A reportagem é publicada por La Vanguardia, 19-05-2018. A tradução é de André Langer.

“É uma novidade para mim, como tem sido uma novidade para todos os bispos. A informação que o Santo Padre recebe, graças a Deus, vem de muitos lugares e de muitas pessoas e é o conjunto que, finalmente, dá a totalidade do conhecimento das coisas”, disse Ezzati em uma coletiva de imprensa.

O cardeal retornou na manhã desta sexta-feira do Vaticano, onde, junto com os demais bispos chilenos, teve uma série de reuniões com o Papa, no âmbito das quais o Pontífice entregou-lhes uma carta que contém parte das conclusões da longa investigação realizada pelo arcebispo maltês Charles Scicluna sobre os abusos cometidos pelo clero no Chile.

“O Papa quis dialogar conosco e discernir junto conosco um tema que nos aflige, nos envergonha e, infelizmente, tem como protagonista alguns ministros da Igreja no âmbito dos abusos de poder, dos abusos de consciência e que também teve sua expressão nos abusos sexuais”, disse Ezzati.

Depois das reuniões, todos os bispos chilenos colocaram seus cargos à disposição do Papa Francisco “para que se sinta totalmente livre para tomar as ações que julgar mais oportunas”, disse Ezzati.

Também disse que o episcopado chileno pede perdão e que deve haver uma reparação, porque “sempre que há pecado, requer-se uma reparação”.

“Não basta pedir perdão; o perdão também tem que ter atos muito concretos que indiquem esse perdão”, disse.

O relatório de Scicluna, de mais de duas mil páginas, e que o Papa retoma em sua carta, denuncia que “alguns religiosos expulsos de suas respectivas ordens pelos abusos cometidos foram acolhidos em outras dioceses e receberam missões que os levaram a estar em contato com crianças e adolescentes”.

Também expõe que nas denúncias recebidas por abusos sexuais “em não poucos casos foram qualificados muito superficialmente como inverossímeis o que eram, na verdade, graves indícios de efetivo crime”.

Houve também, de acordo com o documento, “negligências na proteção das crianças por parte dos bispos e dos superiores religiosos” e “destruição de documentos comprometedores pelos encarregados dos arquivos eclesiásticos”.

“O Papa nos convidou a enfrentar a situação de maneira sinodal, compartilhando, ouvindo, especialmente o que o povo santo e fiel de Deus quer nos dizer para superar esses problemas, que são graves”, disse Ezzati.

Sobre o tom usado pelo Papa em sua carta, o cardeal chileno disse que é uma linguagem “clara, explícita, direta; uma linguagem de clareza evangélica” que, em face de um mal, quer que aqueles que recebem suas palavras se convertam ao bem.

Francisco convocou os bispos depois de ter constatado que foi mal informado sobre o bispo da diocese de Osorno, Juan Barros, que é acusado de saber que o padre Fernando Karadima abusou durante anos de adolescentes e jovens.

Ezzati disse que não duvidou da versão das vítimas de Karadima, considerado culpado de reiterados abusos sexuais e psicológicos e que aplicou a resolução da Santa Sé que o suspendeu por toda a vida.

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