"Fato histórico, assim querem chegar às raízes". Entrevista com Hans Zollner

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21 Maio 2018

"É um evento histórico ...". O padre Hans Zollner, jesuíta alemão, faz parte da Comissão do Vaticano contra a pedofilia e é presidente do Centro de Proteção dos menores da Gregoriana.

A entrevista é de Gian Guido Vecchi, publicada por Corriere della Sera, 19-05-2018. A tradução é de Luisa Rabolini.

Eis a entrevista.

Porque histórico, padre?

Na história da Igreja nunca havia acontecido que uma inteira conferência de bispos colocasse seus cargos nas mãos do Santo Padre. Não se trata apenas de uma ou algumas pessoas, mas de toda uma Igreja local que aceita o desafio de ir até o fundo da questão.

O que vai acontecer agora?

A coisa notável é que o Papa escreveu aos bispos: não basta remover alguns, é preciso descobrir as raízes.

Ele afirma que o problema é "o sistema", denuncia elitismo e clericalismo ...

Ele está ciente da ligação lógica que existe entre esse tipo de mentalidade e uma ‘cultura’ do encobrimento, do silêncio, da autoproteção.

E como seria possível mudar?

É preciso colocar tudo em discussão. É preciso ter as pessoas certas para conduzir um sistema mais evangélico e transparente. Não se trata apenas de seguir as indicações da Santa Sé. É preciso ter um senso de responsabilidade e justiça por toda a sociedade. "

E, em termos concretos?

Educação, educação, educação. Conhecer a gravidade dos crimes. Melhorar as condições de segurança para as crianças, ampliar a rede de proteção e prevenção. Colocar sempre o primeiro lugar as pessoas mais vulneráveis. E então, antes de tudo, ouvir as vítimas. Como fez o Papa enviando Monsenhor Scicluna ao Chile: foi o seu ouvido, ouviu 64 pessoas. E isso muda as coisas, a atitude.

Existe um problema de seleção nos seminários?

Também, mas não é o primeiro. Estudos têm demonstrado que os padres pedófilos cometem os primeiros abusos, em média, aos 39 anos. Os outros pedófilos, dos professores aos pais de família, iniciam, em média, aos 25.

E então?

Uma parte importante do problema é acompanhar os sacerdotes. Os bispos devem ficar atentos ao estilo de vida dos sacerdotes, não os deixar sozinhos.

Francisco admitiu ter errado ...

É a atitude de um homem sincero e humilde. Quem entre os líderes políticos pediria perdão tão francamente? Manifesta o seu desejo de chegar ao fundo, porque ele percebeu que tinha sido enganado pelas informações que recebeu.

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