Chile. Ezzati, acusado pela Justiça chilena por acobertamento de abusos

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26 Julho 2018

O cardeal de Santiago do Chile, Ricardo Ezzati, terá que comparecer, no próximo dia 21 de agosto, na Promotoria do país para ser interrogado como acusado “pela eventual responsabilidade que pode ser considerada crime de acobertamento”, segundo reconheceu em uma nota a Arquidiocese.

A reportagem é de Jesús Bastante, publicada por Religión Digital, 25-07-2018. A tradução é do Cepat.

“Reitero meu compromisso e o da Igreja de Santiago com as vítimas, com a busca da verdade e com o respeito à justiça civil. Tenho a convicção de que nunca acobertei, nem obstruí a justiça, e como cidadão cumprirei com o meu dever de apresentar todos os antecedentes que contribuam para esclarecer os fatos”, afirmou o arcebispo de Santiago, segundo a mencionada nota.

A citação à máxima autoridade da Igreja católica chilena surge 24 horas após o Ministério Público ter informado que investiga 158 pessoas relacionadas à Igreja católica, no marco de 144 casos de abusos sexuais ou de outros tipos contra 266 vítimas no Chile.

E mais, o diretor da Divisão especializada em Direitos Humanos, Crimes sexuais e Violência de Gênero, Luis Torres, explicou que as vítimas podem chegar a quase 500, principalmente quando começarem a receber as denúncias das vítimas das regiões extremas do Chile, em um país que tem mais de 4.000 km de extensão.

Assim que teve contato com a notícia, Juan Carlos Cruz, uma das vítimas de Karadima, afirmava sua satisfação pela decisão da Promotoria. “Terá pouco tempo como arcebispo de Santiago, mas apenas começa sua nova missão de responder por seu acobertamento, mentira e outros crimes à justiça”, destacava.

Por outro lado, a Promotoria chilena informou que solicitará ao Estado Vaticano os antecedentes que o Papa Francisco recebeu a respeito dos abusos sexuais cometidos por sacerdotes e funcionários da Igreja.

O organismo pretende obter o relatório que foi elaborado pelo arcebispo Charles Scicluna, enviado do Papa Francisco ao Chile, a respeito dos casos de abusos sexuais cometidos no país.

Scicluna, que visitou duas vezes o Chile junto com o jesuíta espanhol Jordi Bertomeu, oficial da Congregação para a Doutrina da Fé, reuniu os depoimentos de 64 supostas vítimas e entregou ao Papa um relatório com 2.300 páginas.

Até agora, o Pontífice aceitou as renúncias de cinco bispos, alguns deles acusados de acobertar abusos, ao mesmo tempo em que surgiram novas denúncias, como as que apontam para religiosos marianistas e a um ex-chanceler da Arquidiocese de Santiago, Óscar Muñoz, que está em prisão preventiva.

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