Novas nomeações papais refletem o desejo do Papa por transparência

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27 Junho 2018

O Papa Francisco nomeou o bispo Nunzio Galantino, 69 anos, como presidente da Administração do Patrimônio da Santa Sé, que lida com questões de imobiliárias e com a carteira de investimentos do Vaticano e atua como uma espécie de escritório de Recursos Humanos do Vaticano.

O bispo, que era secretário geral da Conferência dos Bispos da Itália, substituirá o cardeal Domenico Calcagno, que saiu do cargo quando fez 75 anos, conforme prescrito pela lei canônica. O Vaticano fez o anúncio no dia 26 de junho.

A informação é de Carol Glatz, publicada por Catholic News Service, 26-06-2018. A tradução é de Luisa Flores Somavilla.

O Papa Francisco havia dito a Reuters, no dia 17 de junho, que ia fazer mudanças significativas no escritório administrativo, conhecido pela sigla APSA, a começar pela nomeação de um novo presidente que tinha "uma atitude de renovação".

"Calcagno conhece o funcionamento muito bem, mas talvez sua forma de pensar precise ser renovada", disse à Reuters.

Apesar de as reformas iniciadas pelo Papa Bento XVI e intensificadas pelo Papa Francisco terem procurado trazer mais transparência e responsabilidade para o banco e escritórios do Vaticano, o Papa Francisco disse à agência de notícias que ainda estava preocupado que não houvesse "transparência alguma" em questões imobiliárias do Vaticano.

"Temos de avançar com transparência, e isso depende da APSA", afirmou.

Em outros compromissos anunciados em 26 de junho, o Papa nomeou o padre português José Tolentino Calaça de Mendonça, vice-reitor de uma universidade católica em Lisboa, para liderar os arquivos secretos do Vaticano e ser prefeito da biblioteca do Vaticano a partir de 1º de setembro.

Ele vai substituir o arcebispo francês Jean-Louis Brugues, de 74 anos, que foi nomeado em 2012 e confirmado depois da eleição do Papa Francisco, em 2013.

De Mendonça, que tem 52 anos, tem formação em teologia, estudos bíblicos e teologia bíblica. Ele foi reitor do Pontifício Colégio Português de Roma e vice-reitor da Universidade Católica Portuguesa em Lisboa. Ele é consultor do Pontifício Conselho para a Cultura desde 2011 e já escreveu vários livros, artigos e obras de poesia.

O Papa Francisco também assinou um decreto adicionando outros quatro membros ao grupo de cardeais bispos no Colégio dos Cardeais.

Eles são: o cardeal italiano Pietro Parolin, 63 anos, Secretário de Estado do Vaticano; o cardeal argentino Leonardo Sandri, 74 anos, prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais; o canadense cardeal Marc Ouellet, 74 anos, prefeito da Congregação para os Bispos; e o cardeal italiano Fernando Filoni, 72 anos, prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos.

O Colégio dos Cardeais tem três ordens:

- cardeais-bispos, que agora conta com 10 cardeais de rito latino, sendo que um deles é eleito decano do Colégio dos Cardeais. O cardeal Angelo Sodano, 90 anos, é o atual decano.

- cardeais-presbíteros, cuja maioria é composta por bispos diocesanos, embora alguns altos funcionários da Cúria também estejam no posto.

- cardeais-diáconos, cuja maioria é composta por funcionários da Cúria.

Os novos cardeais-bispos tornaram-se necessários porque — antes do decreto — todos os nove membros, incluindo os três cardeais-bispos patriarcas das igrejas de rito oriental, tinham mais de 80 anos e, portanto, todos eram inelegíveis para entrar num conclave.

O papel do decano do Colégio dos Cardeais assume particular importância com a morte do Papa. No entanto, quando o decano tem mais de 80 anos, cabe ao próximo cardeal-bispo na hierarquia abaixo dessa idade administrar os direitos do decano na Capela Sistina, como liderar o juramento de sigilo e presidir o conclave. Quando um candidato tem uma votação por mais de dois terços, o decano — em nome de todo o Colégio — pergunta se o candidato aceita a eleição e o nome que vai adotar.

Com as novas nomeações, o próximo cardeal-bispo na hierarquia que assumiria funções de decano num conclave seria Parolin.

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