Síria, ajudas em troca de sexo. Um novo escândalo abala a cooperação

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01 Março 2018

Alguns operadores que na Síria entregam ajudas humanitárias em nome das Nações Unidas e organizações internacionais exploraram sexualmente mulheres sírias, pedindo-lhes favores sexuais em troca de alimento. Isso foi revelado por uma investigação da BBC: a investigação foi desencadeada por uma série de denúncias que surgiram pela primeira vez três anos atrás. Mas de acordo com a rede de televisão britânica os abusos não cessaram: operadores humanitários relataram à BBC que a exploração das mulheres tinha chegado a um nível tal que muitas sírias por longo tempo tinham evitado entrar nos centros de distribuição das ajudas, porque era dado como certo que aquelas que recebiam auxílio tinham dado em troca favores sexuais.

A informação é publicada por La Repubblica, 27-02-2018. A tradução é de Luisa Rabolini.

De acordo com uma das operadoras entrevistados pela BBC, algumas agências humanitárias há muito tempo estavam fazendo vista grossa para tal exploração, porque usar terceiros e operadores locais é a única maneira de garantir que a ajuda chegue em zonas particularmente perigosas às quais o pessoal internacional não tem acesso. Três anos atrás, uma operadora humanitária havia relatado a exploração sexual das mulheres sírias pela primeira vez. Após as revelações, as agências da ONU e ONGs tinham anunciado medidas mais rígidas para os próprios procedimentos e regras. Mais tarde, o Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA) divulgou um relatório sobre a violência de gênero, concluindo que a assistência humanitária estava sendo trocada por prestações sexuais em várias províncias sírias.

No relatório, intitulado "Vozes da Síria 2018", é possível ler: "Houve exemplos de mulheres ou jovens que se casaram por um curto período de tempo com os responsáveis pela distribuição de ajudas para receber alimentos. Ou que essas pessoas pediam às mulheres o número de telefone antes de entregar os pacotes. Ou as forçavam a acompanhá-los até sua casa para obter algo em troca de alimentos".

O escândalo atinge o mundo de cooperação já em crise depois das revelações dos abusos sexuais que abalaram gigantes como a Save the Children, Oxfam e UNICEF.

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