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15 Fevereiro 2018

O escândalo da Oxfam no Haiti respinga na agência de desenvolvimento dos bispos católicos ingleses. Um dos trabalhadores da ONG que participaram em orgias com prostitutas – algumas menores – no país caribenho, após o terremoto de 2010, passou posteriormente a trabalhar para a agência CAFOD até que, após emergir a controvérsia, foi afastado de seu cargo nesta mesma semana.

A reportagem é de Cameron Doody, publicada por Religión Digital, 13-02-2018. A tradução é do Cepat.

Na semana passada, o jornal londrino The Times revelou que trabalhadores da ONG Oxfam tinham renunciado ou sido destituídos de seus cargos por participação em atos de exploração sexual, baixar pornografia e condutas de ‘bullying’ e intimidação. Agiam assim enquanto estavam no Haiti, em 2011, para administrar o dispositivo humanitário destinado a aliviar os sofrimentos causados pelo terremoto que deixou mais de 220.000 mortos.

Dois dos diretores de tal dispositivo haviam sido acusados de condutas análogas quando estavam juntos no Chade, em 2006. Alegações que a Oxfam afirma ter desconhecido na hora de enviá-los ao Haiti, apesar de documentos internos vazados ao Times sugerirem o contrário. Apesar dos questionamentos acerca de um possível acobertamento da conduta dos homens no país africano, o que, sim, resulta certo é que, quando os dois saíram da Oxfam, os responsáveis desta ONG ocultaram as causas da renúncia de um e a fulminação de outro, após sua passagem pelo país caribenho.

Apesar dos escândalos que lhe cercava, um destes dois homens da Oxfam, acusados de conduta inapropriada no Chade e no Haiti, posteriormente, trabalhou nas Filipinas para a Catholic Agency for Overseas Development - CAFOD (Agência católica para o desenvolvimento no exterior), um organismo supervisionado pela Conferência Episcopal da Inglaterra e Gales e integrante da Cáritas Internacional.

Em um comunicado, publicado nesta segunda-feira, o diretor da CAFOD, Chris Bain, afirmou que “não éramos conscientes das acusações contra este empregado e recebemos duas cartas de recomendação, como prática habitual, no momento de lhe contratar”. Além disso, Bain confirmou que, após as denúncias do Times, “o empregado foi afastado de seu cargo de forma temporal até que examinemos as acusações e sigamos nosso protocolo para determinar os próximos passos”.

O responsável pela ONG da Igreja inglesa acrescentou que “é desanimador que as ações de uns poucos cooperadores sem escrúpulos minem a confiança no trabalho vital realizado por agências humanitárias e de desenvolvimento no exterior como a CAFOD, trabalhando lado a lado com algumas das comunidades mais pobres”.

“Nosso compromisso com elas é inquebrantável, e continuaremos procurando evitar abusos cometidos por cooperadores, além de assegurar uma atuação rápida quando surgirem preocupações”, finalizou Bain.

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