Médicos sem Fronteira, a ONG admite: "Também temos 24 casos de abusos sexuais em 2017"

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15 Fevereiro 2018

Até mesmo a ONG Médicos Sem Fronteiras, a organização humanitária internacional, admitiu ter registrado 24 casos de assédio sexual ou abuso em 2017 em sua entidade. A declaração da organização humanitária segue o escândalo que atingiu a Oxfam, a ONG acusada de ter encoberto festinhas com prostitutas e casos de abusos sexuais cometidos por seus funcionários em missões estrangeiras.

A reportagem é publicada por La Repubblica, 14-02-2018. A tradução é de Luisa Rabolini.

A MSF também afirmou que em 2017 a sede da organização localizada na França recebeu 146 queixas ou denúncias, muitas das quais envolviam abuso de poder, discriminação, assédio e outras formas de comportamentos impróprios. Dessas 146 denúncias "40 foram identificados como abuso e/ou assédio como resultado de uma investigação interna" e "destas 40, 24 foram casos de assédio sexual ou abuso", descobertos através de posteriores investigações internas da organização. Como resultado, 19 pessoas foram demitidas, enquanto outros membros da equipe foram punidos de formas diferentes. A MSF, que conta com cerca de 40.000 funcionários permanentes em todo o mundo, explica que "a nossa liderança empenhou-se totalmente no combate aos abusos".

A britânica Oxfam, depois de alguma hesitação, finalmente admitiu que os comportamentos de "uma pequena parte" de seus colaboradores foram 'vergonhosos' e que "traíram os altos valores que orientam o trabalho da Oxfam e a confiança dos patrocinadores na Grã-Bretanha e dos milhares de pessoas que todos os dias estão ao nosso lado para combater a injustiça da fome e da pobreza".

Também foi clara, no final de uma sequência de rumores, a resposta pública da Save the Children, organização também acusada de encobrir assédios: a ONG das crianças afirmou que ela própria tinha informado os meios de comunicação - a partir da agência de notícias Reuters, em novembro passado – sobre 31 alegações de assédio sexual que alguns funcionários da equipe haviam movido contra outros membros e sobre as quais haviam sido realizadas amplas investigações. Reiterando a "tolerância zero" em relação a episódios de abuso e assédio.

Hoje admite sua culpa também a ONG Médicos sem Fronteiras. A Oxfam, que no ano passado recebeu do governo britânico 32 milhões de libras em financiamentos públicos, corre o risco de ver cortadas todas as contribuições.

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