Viri probati: ''Os tempos estão mais do que maduros para sanar muitas opacidades''. Entrevista com Giacomo Canobbio

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03 Novembro 2017

“Levando-se em consideração que já se falava disso durante o Concílio Vaticano II, eu diria que os tempos estão mais do que maduros.” Um dos mais estimados teólogos, Mons. Giacomo Canobbio, ex-presidente da Associação dos Teólogos Italianos, se detém para refletir sobre a proposta do episcopado brasileiro sobre a possibilidade de ordenar homens casados, de fé segura, os chamados viri probati, a fim de suprir a falta de sacerdotes na Amazônia. Um tema sobre a mesa da Igreja há anos, mas nunca realmente abordado.

A reportagem é de Franca Giansoldati, publicada no jornal Il Messaggero, 02-11-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis a entrevista.

Um tema que sempre foi tabu volta a surgir...

E pensar que até os Padres conciliares discutiram sobre ele: não tanto para abolir o celibato, mas para prever a inserção de pessoas casadas capazes de assumir o ministério sacerdotal. Os viri probati, ou seja, pessoas confiáveis, que possuam uma preparação adequada e sólida. O ministério acompanharia a sua realidade familiar existente. O fato de esposa ou filhos absolutamente não limitaria o seu trabalho na paróquia.

Deveriam respeitar a castidade?

Não há nenhuma proibição. Eles teriam uma vida conjugal normal. Na Itália, já temos um exemplo de sacerdotes casados na região de Piana degli Albanesi, na Sicília. Trata-se de comunidades que seguem as tradições orientais e as mantiveram ao longo dos séculos.

Por que, apesar do debate ocorrido no Concílio, a questão atolou?

Foi Paulo VI que advogou para si a discussão e elaborou uma encíclica sobre o assunto, Sacerdotalis Caelibatus, que foi promulgada em 1967. Nesse texto, Montini defendeu a tradição da Igreja latina sobre o celibato sacerdotal, mas sem fechar nenhuma porta ao debate. O celibato é uma práxis que foi introduzida com o tempo, mas não está submetida a nenhum dogma doutrinal.

Portanto, pode ser revisto?

Eu acho que Francisco pode fazer isso, mesmo que não decidiria sozinho, mas colocaria em ação um processo colegial. A questão, no entanto, é urgente, está debaixo dos olhos de todos.

Por que é tão premente?

Para começar, serviria para sanar várias situações opacas. Há esclarecimentos a serem feitos. Penso na América Latina, mas principalmente na África, onde uma boa porcentagem de padres têm, de fato, uma família. Portanto, se trataria de fazer com que essas realidades saiam da clandestinidade. Depois, há também urgências de tipo logístico a serem resolvidas, como aquela evidente para a Amazônia: na ausência de um adequado número de padres, a entrada dos viri probati poderia ajudar muitas cidadezinhas perdidas na floresta a manter a presença religiosa.

Que contraindicações poderia haver ao admitir os sacerdotes casados?

Imagino, sobretudo, problemas de natureza patrimonial que poderiam surgir, por exemplo, se um pároco com filhos não distinguisse a administração da paróquia da administração pessoal. Iríamos ao encontro de incógnitas ligadas à herança, com o risco de que os filhos possam reivindicar para si mesmos aquilo que, na realidade, é da comunidade, da paróquia. Na origem do celibato sacerdotal, também havia razões desse tipo.

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