Espanhol Ladaria é o novo prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé

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02 Julho 2017

Jesuíta, espanhol, conhecido pela maioria como uma pessoa afável, mas firme nas suas posições, de orientação “conservadora”, Dom Luis Ladaria Ferrer é o novo prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, na qual, desde 2008, ele desempenha o papel de secretário, por vontade de Bento XVI. Uma sucessão natural, portanto, ao cardeal bávaro Gerhard Ludwig Müller, 69 anos, que, nesse domingo, concluiu o seu primeiro quinquênio à frente do ex-Santo Ofício.

A reportagem é de Salvatore Cernuzio, publicada por Vatican Insider, 01-07-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O anúncio oficial da nomeação do prelado espanhol deveria ter sido anunciada nesta segunda-feira, 3, mas foi confirmada no sábado com um boletim das 12h da Sala de Imprensa vaticana, provavelmente por causa das antecipações que já circulavam na noite de sexta-feira sobre a não renovação de Müller como cúpula do ex-Santo Ofício.

Na Congregação que se ocupa de salvaguardar a ortodoxia cristã, Dom Ladaria trabalha há quase uma década, depois de ter assumido o lugar do cardeal salesiano Angelo Amato, promovido por Ratzinger a prefeito da Congregação para as Causas dos Santos. Figura muito reservada e pouco midiática, que sempre ficou atrás a escrivaninha que também foi do cardeal Bertone, o prelado tinha sido nomeado pelo Papa Francisco no dia 2 agosto de 2016 como presidente da comissão deve estudar a delicada questão do diaconato das mulheres.

Nascido em Manacor, a segunda maior cidade, depois de Palma, da ilha de Maiorca, nas Baleares, em 19 de abril de 1944, Ladaria se formou na Universidade de Madri em 1966, ano em que passou a fazer parte da Companhia de Jesus.

Como contava ele mesmo em uma antiga entrevista à revista 30 Giorni: “Eu estudava Direito, mas me dei conta de que não era aquilo que eu desejava. Eu queria me tornar sacerdote, e a Companhia de Jesus, que eu conhecia, me agradava. Assim, foi um caminho aberto diante de mim que eu tomei, quase que naturalmente”.

Ele completou seus estudos em Filosofia e Teologia na Universidade Pontifícia Comillas e na Philosophisch-Theologische Hochschule Sankt Georgen, enquanto, no mundo, eclodiam as revoluções juvenis de 1968. “Foi um ano turbulento na Espanha. Mas eu fiz os votos tranquilamente, sem prestar muita atenção àquelas turbulências. Eu gostava de estudar, e estudava”, explicou na mesma entrevista.

Em 1973, Ladaria recebeu a ordenação sacerdotal. Dois anos depois, obteve o doutorado em Teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana, de Roma, onde tornou-se, em 1984, professor de Teologia Dogmática na Faculdade de Teologia e vice-reitor de 1986 a 1994.

“A Gregoriana – lembrou – me ensinou a viver em um ambiente internacional, com estudantes provenientes de mais de 100 países, de línguas, raças e culturas diferentes. Todos unidos pelo amor ao estudo, mas, acima de tudo, ao Senhor e à Sua Igreja.” E os estudantes ainda conservam uma feliz recordação do professor Ladaria, das suas aulas, do seu método, das provas em Teologia.

A sua primeira entrada na Congregação para a Doutrina da Fé remonta a 1995, quando João Paulo II nomeou-o consultor. Em 2004, assumiu o cargo de secretário-geral da Comissão Teológica Internacional, da qual era membro desde 1992 e da qual recorda “com prazer as aprofundadas discussões que eram feitas sobre a relação entre o cristianismo e as outras religiões. As intervenções do cardeal Ratzinger eram sempre muito precisas e profundas, e a discussão eram sempre de alto nível. O trabalho dessa comissão é muito interessante, tanto pelos temas tratados, sempre de grande importância, quanto pelo fôlego internacional e católico que nela se respira”.

Em julho de 2008, ele foi nomeado secretário da Congregação, chamada, antigamente, de “A Suprema”. No mesmo mês, foi eleito arcebispo titular de Tibica. Em 2016, Bergoglio o colocou à frente da comissão sobre o diaconato das mulheres, da qual o prelado sempre esclareceu os objetivos: “Um estudo objetivo, não para chegar a uma decisão, mas para estudar como eram as coisas nos primeiros tempos da Igreja”, disse logo depois da nomeação. “Queremos dar ao Santo Padre apenas alguns elementos de opinião, e nada mais. Uma reflexão serena, sem pressão e sem a urgência de se chegar a uma decisão em breve.”

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