Campanha on-line tenta levantar dúvidas sobre o decreto do Papa na Nigéria

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16 Junho 2017

Depois que o Papa Francisco emitiu um pedido contundente de obediência aos sacerdotes da diocese nigeriana de Ahiara, insistindo que todos eles escrevessem uma carta prometendo lealdade e indicando aceitarem um bispo nomeado em 2012 que nunca pôde assumir, uma campanha na Internet está tentando colocar em dúvida a legitimidade do decreto do Papa.

A reportagem é de Inés San Martín, publicada por Crux, 14-06-2017. A tradução é de Luísa Flores Somavilla.

Depois que o Papa Francisco exigiu que os sacerdotes da diocese de Ahiara da Nigéria escrevessem uma carta a ele prometendo lealdade e aceitando um novo bispo de fora da região que foi nomeado há cinco anos, uma campanha na Internet está tentando colocar em dúvida a autenticidade das ordens do Papa.

Na semana passada, os líderes da Igreja nigeriana encontraram Francisco para discutir a situação do bispo Peter Ebere Okpaleke, designado para Ahiara pelo então Papa Bento XVI, em 2012. Desde então, ele foi rejeitado pela maioria dos religiosos e dos leigos, porque ele não é da diocese nem do povo Mbaise, que domina a área.

Em diálogo com o grupo, o pontífice leu uma mensagem forte, sem meias palavras: "Quem se opõe à posse do bispo Dom Okpaleke quer destruir a Igreja; isto não é aceitável."

Uma versão em inglês do texto foi postada no dia 9 de junho no blog do arcebispo Inácio Kaigama, de Jos, presidente da Conferência Episcopal da Nigéria. Alguns dias depois, a versão foi liberada pelo gabinete de imprensa do Vaticano, conferindo a ela um inequívoco status oficial de ato papal.

No entanto, uma nova campanha on-line está tentando colocar dúvidas sobre o ato, alegando que a Igreja em Ahiara está sendo perseguida pela hierarquia.

"Ignore qualquer notícia falsa de inimigos da igreja de Mbaise", diz uma das muitas mensagens encaminhadas para o Crux por fontes no país, obviamente reunidas por quem se recusa a aceitar Okpaleke.

As mensagens começaram a circular depois que Kaigama publicou a carta do Papa e afirmam que eles não vão escrever cartas de desculpas.

"É a segunda vez que nos exigem um pedido de desculpas", diz a mensagem, que não foi assinada. "Quantas vezes o Papa vai pedir que Mbaise mande cartas se desculpando?"

Eles afirmam que a rejeição a Okpaleke não tem nada a ver com etnia: "nós simplesmente não o queremos".

Ainda na tentativa de argumentar que o post de Kaigama é falso, a mensagem também diz que nem o Papa nem a Igreja usam "palavras tão fortes para ganhar almas... Continuemos orando pela Igreja de Mbaise que está sendo perseguida pela hierarquia".

A maioria dos sacerdotes que rejeitam Okpaleke é representada por um grupo chamado "Sacerdotes Católicos Indígenas de Mbaise". Eles afirmam que o Papa Francisco estava mal informado sobre o que estava acontecendo na diocese e insistem que a nomeação desse bispo no lugar de um sacerdote da diocese é uma "injustiça e uma conspiração maliciosa" contra o povo de Mbaise.

Analistas da Nigéria disseram ao Crux que a situação poderia piorar rapidamente, e há quem tema um cisma, ou seja, que a diocese ou parte dela possa romper os laços com Roma formalmente.

Em 21 de maio, no aniversário da ordenação episcopal de Okpaleke, que ocorreu em 2013, o professor Amadi Azuogu, que se opõe ao bispo, divulgou uma carta escrita para o cardeal John Onaiyekan intitulada "A bomba atômica não detonada do cardeal".

Na carta, ele escreve que o povo Mbaise foi contra a ordenação de Okpaleke em 2013, continua sendo e "será para sempre". [Nota: capitalização conforme original.]

Em uma longa carta cheia de termos bélicos, como "cavalo de Tróia" e "bomba atômica dos EUA que terminou a Segunda Guerra Mundial", o autor se refere ao dia 21 de maio como uma "desgraça" e um dia "demoníaco". Ele também questiona a misericórdia de Francisco, perguntando se é algum tipo de "slogan".

Azuogu não hesita em dizer que Onaiyekan, designado por Francisco para ser administrador apostólico da diocese em 2013, é parte importante do problema, chamando-o de "mentiroso" e acusando-o de fazer os sacerdotes e os leigos da diocese de bobos.
"O fato de termos uma diocese rural não significa que temos uma mentalidade rural", escreve Azuogu.

Ele também ataca vários prelados do Vaticano, chamando um deles de "católico racista".

Onaiyekan foi nomeado cardeal pelo Papa Bento XVI em novembro de 2012.

Não é a primeira vez que os sacerdotes e leigos de uma diocese se rebelam contra a nomeação de um bispo. Em 2015, por exemplo, o povo de Osorno, no Chile, se opôs à nomeação do bispo Juan de la Cruz Barros. Até hoje ele continua sendo uma figura representativa de divisão na diocese, mas está atuando lá.

O que é incomum nesta situação é a ameaça de Francisco de suspender todos os sacerdotes da diocese que não lhe escreverem até 9 de julho prometendo total obediência e indicando estarem dispostos a "aceitar o bispo enviado e nomeado pelo Papa".

Os que não escreverem, nas palavras de Francisco divulgadas pelo Gabinete de Imprensa do Vaticano, serão suspensos "a divinis", ou seja, não poderão mais exercer o ministério em público.

De acordo com relatos locais, em 2015 cerca de 130 sacerdotes diocesanos ministraram para cerca de 520 mil católicos, de uma população local de cerca de 675 mil. Não se sabe a quantidade de sacerdotes a favor ou contra Okpaleke.

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