Mundo bate recorde de casos da Covid-19 e o Brasil recordes de mortalidade. Artigo de José Eustáquio Diniz Alves

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20 Abril 2021

 

"O mundo chegou a 140 milhões de pessoas infectadas e a mais de 3 milhões de vidas perdidas para a covid-19, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS)", escreve José Eustáquio Diniz Alves, demógrafo e pesquisador em meio ambiente, em artigo publicado por EcoDebate, 19-04-2021.

 

Eis o artigo.

 

Como mostra o gráfico abaixo, o número de infectados que tinha batido o recorde na semana de 04 a 10 de janeiro de 2021, com 5,04 milhões de casos no mundo, caiu até meados de fevereiro, mas voltou a subir e bateu o recorde geral na semana de 12 a 18 de abril, com 5,2 milhões de casos. O pico das mortes ocorreu na semana de 25 a 31 de janeiro (com quase 100 mil óbitos), caiu nas semanas seguintes e voltou a subir e chegou a 83 mil óbitos de 12 a 18 de abril.

Foto: Reprodução EcoDebate

No Brasil, a média móvel de casos e de mortes está em alto platô, com mais de 60 mil casos diários e com cerca de 3 mil mortes a cada 24 horas, conforme mostra o gráfico abaixo do CONASS. Desta forma, o país tem subindo tanto no ranking global, quanto no ranking do coeficiente de mortalidade da América Latina e das Américas.

Foto: Reprodução EcoDebate

O gráfico abaixo, do Our World in Data, mostra o coeficiente de mortalidade do mundo, dos países do topo do ranking e também da Indonésia (com 158 óbitos por milhão), Índia (com 128 óbitos por milhão) e China (com 3,4 óbitos por milhão). Nota-se que a República Tcheca tem o maior coeficiente – com 2.651 óbitos por milhão de habitantes – enquanto a Hungria, Bósnia e Herzegovina, Norte Macedônia, Bélgica e Eslováquia possuem coeficientes acima de 2 mil óbitos por milhão de habitantes. Eslováquia, Itália e Reino Unido possuem coeficientes entre 1.800 e 2.000 óbitos por milhão. O Brasil – com 1.749 óbitos por milhão – está em 11º lugar.

Foto: Reprodução EcoDebate

O gráfico abaixo, também do Our World in Data, mostra o coeficiente de mortalidade para os diversos países das Américas. O Brasil ocupa o topo do triste ranking com 1.749 óbitos por milhão de hab, seguido do Peru, 1.723 óbitos por milhão e dos EUA com 1.713 óbitos por milhão. O México está em 4º lugar com 1.646 óbitos por milhão. Panamá, Colômbia, Chile, Argentina, Bolívia e Equador possuem coeficientes acima de 1.000 óbitos por milhão de habitantes.

Foto: Reprodução EcoDebate

Abaixo de 1 mil óbitos por milhão, mas acima dos 386 óbitos por milhão da média mundial estão Paraguai, Canadá, Costa Rica e Uruguai. Abaixo da média mundial, estão República Dominicana com 315 óbitos por milhão, Jamaica com 243 óbitos por milhão, Venezuela com 66 óbitos por milhão, Cuba com 45 óbitos por milhão e, o país menos impactado da ALC, que é o Haiti com apenas 22 óbitos por milhão de habitantes.

Nesta semana, a CPI da Pandemia começa os seus trabalhos e a expectativa é que investigue os erros cometidos pelas autoridades públicas responsáveis por este verdadeiro “genocídio” em curso no país. Nesta semana também haverá a Cúpula da Dia da Terra, convocada pelo presidente dos EUA, Joe Biden, e é uma oportunidade para que o Brasil supere as suas políticas ecocidas que estão degradando rapidamente o meio ambiente do país.

 

Referências:

ALVES, JED. Óbitos podem superar os nascimentos no Brasil pandêmico, Ecodebate, 05/04/2021. Disponível aqui.

Jornal da Globo. Brasil pode registrar mais mortes do que nascimentos em um mês. Rede Globo, 08/04/2021. Disponível aqui.

ALVES, JED. Covid-19. Brasil regista pela primeira vez mais mortes que nascimentos, entrevista a Pedro Sá Guerra na Televisão Portuguesa (RTP), 15/04/2021. Disponível aqui.

 

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