Papa manda reabrir paróquias romanas em seu aniversário pontifício

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14 Março 2020

Nada de atividades e missas coletivas. O Vaticano está se organizando para uma Semana Santa inédita.

A reportagem é de Maria Antonietta Calabrò, publicada em L’HuffingtonPost.it, 13-03-2020. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Às 7h da manhã, durante a homilia pública de Santa Marta, no dia que marca o sétimo aniversário da sua eleição ao sólio de Pedro, o papa interveio para corrigir o seu vigário que, na tarde dessa quinta-feira, 12, havia estabelecido por decreto que todas as igrejas da diocese do papa fossem fechadas.

Enquanto isso, em outras partes da Itália, estava se espalhando uma interpretação nesse sentido da quase contemporânea diretriz da Conferência Episcopal Italiana: de acordo com essa “leitura”, as Igrejas de toda a Itália deveriam permanecer fechadas.

Uma medida que – destacou o Wall Street Journal – não teve precedentes em 2.000 anos de história. Isso não ocorria desde o edito de Constantino, em 313 d.C. (que liberalizou o culto cristão).

Os bispos devem avaliar bem o que fazer nesta crise ligada ao coronavírus, porque “as medidas drásticas nem sempre são boas”, disse o Papa Francisco na introdução da missa em Santa Marta, rezando a Deus para que os pastores “não deixem o Santo Povo Fiel de Deus. Que o povo de Deus se sinta acompanhado pelos pastores e pelo conforto da Palavra, dos sacramentos e da oração”.

Pouco tempo depois, o esmoleiro papal, cardeal Konrad Krajewski, fez exatamente o contrário da diretriz do cardeal vigário: o cardeal polonês abriu a igreja a ele intitulada, Santa Maria Imaculada, no distrito Esquilino, em Roma.

“É um ato de desobediência [ao decreto de De Donatis], sim, eu mesmo coloquei o Santíssimo Sacramento para fora e abri a minha igreja”, disse Krajewski ao site católico estadunidense Crux, dirigido por John Allen.

“Isso não ocorreu sob fascismo, não ocorreu sob a dominação russa ou soviética na Polônia: as igrejas não estavam fechadas”, disse ele, acrescentando que “este é um ato que quer levar coragem a outros sacerdotes”.

“A casa deve estar sempre aberta aos seus filhos”, disse ele ao Crux. “Não sei se as pessoas virão ou não, quantas delas, mas a casa delas está aberta”, disse.

O cardeal Krajewski também enfatizou que serão respeitadas todas as diretrizes do governo italiano: o fato de que não haverá cerimônias (casamentos e funerais), missas públicas etc., que a distância de segurança de um metro deve ser respeitada etc., mas quem quiser, deve poder ir à igreja para rezar individualmente ou para adorar a Eucaristia.

Depois de algumas horas, o cardeal vigário corrigiu a sua ordem, com a qual as igrejas ficariam fechadas até o dia 3 de abril, até mesmo para a oração privada, e estabeleceu que pelo menos as igrejas paroquiais permaneçam abertas.

“Exortam-se os fiéis até o dia 3 de abril a se aterem com madura consciência e com senso de responsabilidade às diretrizes dos decretos DPCM, em particular as do decreto ‘Io resto a casa’ [Eu fico em casa].”

Portanto, não há nenhuma obrigação ao preceito festivo, e, mesmo que as igrejas não paroquiais permaneçam fechadas, De Donatis dispôs a partir dessa sexta-feira, 13, após a advertência do papa (“em comunhão com o próprio pastor”), que permaneçam “abertas as igrejas paroquiais”, porque “todo procedimento de precaução eclesial deve levar em conta não apenas o bem comum da sociedade civil, mas também aquele bem único e precioso que é a fé, especialmente a dos menores”.

Em suma, não apenas a saúde pública, mas também a .

Permanecem igualmente acessíveis os oratórios das comunidades estavelmente constituídas, limitados às mesmas coletividades que habitualmente os usufruem como residentes, mas com a proibição ao acesso dos fiéis que não são membros permanentes.

De todos os modos, para a proteção da saúde dos idosos e dos doentes, o Vicariato de Roma lançou a hashtag “iopregoacasa” [“eu rezo em casa”].

Os sacerdotes foram convidados a levar os sacramentos até às casas.

Para ajudar os pobres em Roma, o cardeal Krajewski não suspendeu a distribuição de refeições nos refeitórios dos pobres. Agora, os voluntários distribuem “Bolsas do coração”, compartilhando refeições para levar para casa, em vez de compartilhar uma refeição à mesa.

“Eu atuo de acordo com o Evangelho: essa é minha lei”, disse Krajewski ao Crux, mencionando também os frequentes controles policiais que ele experimenta enquanto dirige e caminha pela cidade para ajudar os necessitados.

“Essa ajuda é evangélica e será realizada”, afirmou.

“Todos os lugares onde os sem-teto se hospedam à noite estão lotados”, disse o esmoleiro papal ao Crux, incluindo o Palácio Migliori, que fica em frente à Praça São Pedro e foi aberto pelo cardeal em novembro.

Enquanto isso, o Vaticano está se organizando para uma Semana Santa inédita.

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