Assis, encontros no 'Pátio de Francisco'. Imagens da Amazônia projetadas na fachada da Basílica de São Francisco de Assis

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18 Setembro 2019

De 18 a 22 de setembro Assis recebe a quinta edição do "Pátio de Francisco" e o título escolhido para o evento é "In Contro [encontro]. Comunidades, povos, nações”. Personalidades da sociedade civil, do mundo da religião, da arte e do jornalismo discutirão sobre temas de economia, comunicação, meio ambiente e diálogo entre culturas e mundos diferentes.

A abertura é confiada ao diretor do Earth Institute da Columbia University, Jeffrey Sachs, com uma palestra sobre o futuro da economia internacional. Em seguida, haverá cerca de quarenta reuniões com mais de 70 palestrantes agrupados em quatro seções temáticas: Comunidades residentes e comunidades em trânsito; Conhecimento e formação; Economia global e Habitat.

Entre os eventos a serem assinalados estão o diálogo entre o economista Giovanni Tria e o diretor da Sole 24 Ore, Fabio Tamburini, intitulado "O governo da economia nacional no âmbito das relações europeias e internacionais", e o espetáculo teatral de Giancarlo Giannini, que recitará algumas passagens do Cântico das Criaturas, da Eneida e de Leopardi.

Entre os participantes também estão confirmados o presidente da Confindustria, Vincenzo Boccia, o filósofo Massimo Cacciari, o historiador Franco Cardini, o presidente da Mediaset, Fedele Confalonieri, o diretor da Rai, Fabrizio Salini, os economistas Carlo Cottarelli, Alan Friedman e Mario Monti , os jornalistas Pietrangelo Buttafuoco, Marco Damilano, Corrado Formigli, Federico Fubini, Massimo Giannini, Federico Rampini, o presidente da Fnsi, Giuseppe Giulietti, o artista Emilio Isgrò, fundador da Emergency Gino Strada, os escritores Eraldo Affinati, Paolo Rumiz e Marcello Veneziani e os constitucionalistas Sabino Cassese e Michele Ainis. Por fim, estão previstos vídeo e eventos artísticos, como a exposição de Mimmo Paladino e o concerto de Giovanni Allevi (para todas as informações acesse aqui).

A entrevista é de Marco Carminati, publicada por  Il Sole 24 Ore, 14-09-2019. A tradução é de Luisa Rabolini

"Il Cortile di Francesco" será encerrado na noite de 22 de setembro com a espetacular projeção na fachada da Basílica Superior de São Francisco de Assis das imagens que o fotógrafo Sebastião Salgado dedicou à Amazônia. E a exibição será marcada por um diálogo entre o famoso fotógrafo e o cardeal Gianfranco Ravasi, presidente do Pontifício Conselho da Cultura.

Pedimos ao cardeal Ravasi que explicasse o tema dessa edição do "Pátio de Francisco". "O tema dessa edição - declarou Ravasi - é superar na palavra ‘in contro’ aquele espaço, mas sem ignorá-lo. Somente o diálogo leva ‘as comunidades, os povos, as nações’ (como reza o subtítulo) a se moverem em um confronto recíproco: é o momento do ‘in’. Este, porém, não tem como objetivo a homologação indiferenciada e superficial ou uma mera convivência.

Também fundamental é aquele ‘contro’, que se reporta ao reconhecimento da diversidade, um conhecimento feito de respeito no quadro das comunidades internacionais".

Eis a entrevista.

Mas o conceito de comunidade internacional parece ter entrado em crise nos últimos anos. Como é possível recuperar a civilização do “in contro” e da proximidade?

Acredito que, em primeiro lugar - ressalta o cardeal -, recuperar a civilização é uma das tarefas fundamentais das religiões que devem lembrar a todos a nossa origem adâmica comum. Depois, é uma das tarefas fundamentais da cultura, que sempre deve incentivar a relação com o outro, mas também reconhecer e entender as diversidades.

A economia pode desempenhar um papel na aproximação dos povos?

Só pode fazê-lo se conseguir recuperar o seu verdadeiro significado. A etimologia da palavra ‘economia’ significa ‘a lei que governa a casa comum’. Ter invertido a primazia da economia em relação àquela das finanças criou danos sociais e lacerações gravíssimas.

Portanto, é necessário retornar à economia como ‘visão de conjunto’, a uma visão que eu chamaria de ‘filosófica’ da economia, como já sugeriu Amartya Sen.

Segundo Jeffrey Sachs, que neste ano abre o encontro do "Pátio de Francisco", os desequilíbrios são resultados da casualidade da natureza, dos efeitos do clima e da geografia dos lugares; e seria suficiente aumentar a ajuda dos países ricos para os mais pobres. Essa abordagem está correta?

Creio - conclui o cardeal Ravasi - que uma redistribuição correta dos bens seja uma modalidade justa de tornar mais sustentável a existência comum. Mas é muito importante criar a montante uma grande consciência cultural: todos vivemos em uma casa comum. No que diz respeito ao meio ambiente, por exemplo, essa consciência está se firmando, devo dizer também graças ao louvável empenho de Greta Thunberg. É necessário nos educarmos para essa visão: somos um ‘todo’ como um corpo humano e, se o pulmão desse corpo adoece (lembramos que chamamos a Amazônia de ‘pulmão do mundo’), não fica doente o rico ou o pobre, todo o corpo fica doente. Por isso, encerraremos essa edição do "Pátio de Francisco" admirando e comentando as imagens da Amazônia captadas pelo fotógrafo Sebastião Salgado. A nova educação também pode começar daqui.

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