“O ministério ou a vida consagrada não é o lugar (dos homossexuais)”, considera Francisco

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01 Dezembro 2018

 

Foto: Libreria Claret

No dia 3 de dezembro, estará à venda o livro La fuerza de la vocación (Publicações Claretianas). Trata-se de uma entrevista do claretiano Fernando Prado com o Papa Francisco sobre o passado, o presente e o futuro da vida consagrada. Um livro claro e corajoso, no qual Francisco não foge de nenhuma pergunta. Nem sequer da polêmica questão da homossexualidade na Igreja, que Religión Digital adianta com exclusividade.

O fragmento do livro é publicado por Religión Digital, 30-11-2018. A tradução é do Cepat.

Eis uma pequena parte da entrevista.

Há limites que não devem ser tolerados na formação?

Evidente. Quando há candidatos com neuroses e desequilíbrios fortes, difíceis de poder represar, mesmo com a ajuda terapêutica, não se deve aceitá-los no sacerdócio, nem na vida consagrada. É preciso ajudá-los para que se encaminhem por outro lugar, não se deve abandoná-los. É necessário orientá-los, mas não devemos admiti-los. Sempre tenhamos presente que são pessoas que viverão a serviço da Igreja, da comunidade cristã, do povo de Deus. Não esqueçamos esse horizonte. Precisamos cuidar para que sejam psicológica e afetivamente sadios.

Não é um segredo que na vida consagrada e no clero também existem pessoas com tendências homossexuais. O que dizer disto?

É algo que me preocupa, porque talvez em algum momento não se focou bem. Na linha do que estamos falando, eu diria a você que precisamos cuidar muito na formação da maturidade humana e afetiva. Precisamos discernir com seriedade e escutar a voz da experiência que a Igreja também possui. Quando não se cuida do discernimento em tudo isto, os problemas crescem. Como dizia antes, acontece que no momento talvez não dão a cara, mas depois aparecem.

A questão da homossexualidade é uma questão muito séria que é necessário discernir adequadamente desde o começo com os candidatos, se for o caso. Precisamos ser exigentes. Em nossas sociedades, parece inclusive que a homossexualidade está na moda e essa mentalidade, de alguma maneira, também influencia na vida da Igreja.

Tive, aqui, um bispo um tanto escandalizado, que me contou que havia ficado sabendo que em sua diocese, uma diocese muito grande, havia vários sacerdotes homossexuais e que precisou enfrentar tudo isto, intervindo, antes de mais nada, na formação, para formar outro clero distinto. É uma realidade que não podemos negar. Na vida consagrada também não faltam casos. Um religioso me contava que, em visita canônica a uma das províncias de sua congregação, ficou surpreso. Ele via que havia bons garotos estudantes e que inclusive alguns religiosos já professos eram gays.

Ele mesmo duvidava da questão e me perguntou se nisso havia algo de ruim. “Em definitivo – dizia ele – não é tão grave; é somente expressão de um afeto”. Isto é um erro. Não é só expressão de um afeto. Na vida consagrada e na vida sacerdotal, tais tipos de afetos não cabem. Por isso, a Igreja recomenda que as pessoas com essa tendência arraigada não sejam aceitas ao ministério, nem à vida consagrada. O ministério ou a vida consagrada não é seu lugar. Aos padres, religiosos e religiosas homossexuais, é necessário exortá-los a viver integralmente o celibato e, sobretudo, que sejam primorosamente responsáveis, procurando jamais escandalizar suas comunidades, nem o santo povo fiel de Deus, vivendo uma vida dupla. É melhor que deixem o ministério ou sua vida consagrada, antes que viver uma vida dupla.

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