Papa aos padres e seminaristas: o discernimento é fundamental. E cuidem como vocês usam o celular

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17 Março 2018

Ter discernimento, isto é, entender “o que está certo” e “o que não está certo”, é a primeira “regra”. Depois, é fundamental “cuidar” da própria “formação”: humana, pastoral, espiritual, comunitária. E, para fazer isso, é importante “conhecer os próprios limites”, de modo a saber se destrinchar entre os perigos da cultura contemporânea, em primeiro lugar, a comunicação virtual. Depois, refletir sobre como se usa o próprio celular, preparar-se para enfrentar as tentações sobre a castidade, estar em guarda contra a soberba, a atratividade do dinheiro, do poder e das comodidades.

A reportagem é de Salvatore Cernuzio, publicada no sítio Vatican Insider, 16-03-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Foi um momento de escuta, de diálogo franco, de encorajamento e de risadas que aconteceu na manhã dessa sexta-feira, 16, entre 2.000 seminaristas e sacerdotes que estudam em Roma e o Papa Francisco, na Sala Paulo VI.

Representando os padres e os futuros padres das 150 instituições presentes na capital italiana, um seminarista francês, um diácono estadunidense e três sacerdotes, um sudanês, um mexicano e um filipino, fizeram ao pontífice as suas perguntas sobre temas como discipulado missionário, discernimento, formação integral, espiritualidade diocesana, formação permanente. Quem acompanhou os cinco interlocutores foi o cardeal Beniamino Stella, prefeito da Congregação para o Clero.

Sentado à mesa, o Papa Francisco respondeu a seus hóspedes – que se prepararam para a audiência com cânticos e orações – falando de improviso e rezando com eles, no fim, a oração do Ângelus. O conteúdo da conversa não foi divulgado pela Sala de Imprensa da Santa Sé. Foi o portal Vatican News que relatou algumas ideias abordadas pelo papa aos sacerdotes, úteis para sua vida sacerdotal.

Mais especificamente, a primeira pergunta feita ao pontífice foi a de um seminarista francês, que perguntou como manter o ministério presbiteral unido à humildade de se sentir discípulos e missionários. O sacerdote, disse Bergoglio, deve ser “um homem sempre a caminho”, um homem “em escuta” e nunca sozinho, e deve ter “a humildade de ser acompanhado”.

É fundamental o discernimento para entender como seguir em frente. São duas as condições necessárias nesse sentido, ressaltou o pontífice, respondendo à segunda pergunta lida por um seminarista africano do Sudão: que ele seja feito na oração, diante de Deus, e que seja feito confrontando-se com outro, um guia capaz de escutar e de dar orientações. Quando não há discernimento na vida sacerdotal – insistiu o papa – há “rigidez” e “casuística”. Há a incapacidade de seguir em frente. Tudo se torna fechado, “o Espírito Santo não trabalha”.

Depois, o papa recomendou aos sacerdotes não “engaiolar” o Espírito Santo, não ter medo dele, mas levá-lo como “companheiro de caminho”, dizendo que muitas vezes se tem medo do Espírito Santo.

Um padre mexicano, em nome dos representantes da América Latina, perguntou como salvaguardar o equilíbrio integral do sacerdote ao longo de todo o percurso de vida. Francisco respondeu sublinhando a importância da “formação humana” do presbítero. Ou seja, é preciso ser “pessoas normais”, humanas, “capazes de se alegrar com os outros”, de rir e de ouvir em silêncio a um doente, de consolar com uma carícia. Em suma, é preciso ser “pais”, fecundos, capazes de dar vida aos outros, não “funcionários do sagrado” ou “empregados de Deus”.

Dos Estados Unidos, um diácono perguntou quais são as características da espiritualidade do sacerdote diocesano, que, portanto, não se volta aos ensinamentos de um fundador. Para Bergoglio, a resposta está toda em uma palavra: “diocesanidade”, que significa que o sacerdote deve cuidar da relação com o próprio bispo, mesmo que seja alguém um pouco difícil, com seus irmãos, presbíteros e com as pessoas da sua paróquia, que são seus filhos. O papa tem certeza disso: “Se vocês trabalharem nessas três frentes, você se tornarão santos”.

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