Celibato sacerdotal: prisão ou libertação?

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02 Novembro 2018

A questão do celibato ainda é um tabu na Igreja. Alguns o acusam de todos os males da instituição, inclusive a pedofilia. Outros, o exaltam como uma forma extrema de entrega e pobreza, que liga aqueles que vivem com os solitários e deserdados da terra. No Sínodo dos jovens, também foi proposto, através do episcopado belga, que é favorável à ordenação de homens casados como sacerdotes. Uma proposta que parece ter caído no vazio.

A reportagem é publicada por Religión Digital, 27-10-2018. A tradução é de André Langer.

A atrevida ideia foi lançada pelo bispo Jean Kockerols, auxiliar de Bruxelas, aos cerca de 300 bispos de todos os continentes reunidos no Vaticano.

“Estou convencido de que os jovens que escolheram se casar também podem ser chamados pela Igreja para servir, especialmente no ministério sacerdotal”, explicou o bispo.

A proposta de autorizar homens casados a serem padres nunca foi amplamente debatida e estará ausente do documento final que será adotado hoje pelos bispos após três semanas de debates sobre os jovens e a falta de vocações.

“Estou desapontado com a ausência de reações. (...) Um bispo chegou a comparar a questão com as estalactites, que demoram muito tempo para se formar”, comentou.

A diminuição do número de sacerdotes em todo o mundo é um dos fenômenos que mais afeta a Igreja, com exceção da África e da Ásia, onde está em franco crescimento.

Em várias ocasiões, o Papa Francisco recordou que a proibição de ordenar homens casados não faz parte da doutrina da Igreja.

A prática existiu durante séculos, e os textos bíblicos indicam que o apóstolo Pedro tinha uma sogra.

A obrigação de ser solteiro para ingressar no clero da Igreja católica latina remonta ao século XI. Os ritos católicos orientais e os ortodoxos admitem a ordenação sacerdotal de homens casados.

Uma investigação independente, apresentada perto do Vaticano em pleno sínodo, estima que 100 mil sacerdotes renunciaram à sua vocação nas últimas décadas, muitas vezes para se casar ou conviver. Em 2016, havia 414 mil sacerdotes no mundo.

De acordo com o vaticanista italiano Enzo Romeo, autor de um livro sobre o assunto, a Igreja católica registra mil abandonos por ano, e o número de ex-padres casados na Itália é de cerca de oito mil, um número nada desprezível.

Em março de 2017, o Papa Francisco reconheceu publicamente que estava disposto a ordenar ‘viri probati’ a homens casados de idade madura para satisfazer as necessidades pastorais das regiões remotas da Amazônia, excluindo, de fato, os jovens, como propôs o bispo belga durante a sua participação no Sínodo para os jovens.

O tema foi incluído na agenda do próximo Sínodo dos Bispos dedicado à Amazônia, a ser realizado em outubro de 2019.

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