A realidade desmente Viganò: McCarrick participou de numerosos encontros com Ratzinger entre 2010 e 2013. A revelação da revista America

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28 Agosto 2018

O redator-chefe da revista America, Matt Malone, jesuíta, destrói a versão do ex-núncio apostólico dos EUA.

A reportagem é de Jesús Bastante, publicada por Religion Digital, 27-08-2018. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

Carlo Maria Viganò mente. Ou, se não o faz, Bento XVI e ele mesmo também acobertaram o cardeal McCarrick. A programada e midiática acusação do ex-núncio apostólico nos EUA, acusando o Papa Francisco de encobrir os abusos do cardeal, não se sustenta. Embora os setores mais conservadores pretendam dizer que o Papa emérito “crê recordar” algum tipo de sanção para o purpurado.

A realidade desmonta as principais acusações de Viganò, ainda que a Santa Sé, e o próprio Papa, creiam que a melhor estratégia (como já ocorreu no caso das Dubia) é a do silêncio. Um erro que somente faz crescer a bola de neve em que os setores ultraconservadores querem transformar a acusação do ex-núncio dos EUA e forçar a renúncia de Francisco.

Deixando de lado quem é Viganò (com leitura obrigatória do artigo de nosso diretor), o certo é que a principal das acusações, a mais grave, contra o papa Francisco, não se sustenta. Porque, ou McCarrick jamais tomou sanção de Bento XVI (em 2009 ou 2010, porque o ex-núncio não recorda a data) a levar uma vida de silêncio, oração e penitência, a não celebrar em público, a não viajar, ou o próprio Papa não o fez cumprir. O que está claro é que, quem não o fez foi Viganò, quem foi fotografado justo ao lado de McCarrick, em maio de 2013 (antes do suposto encontro com Francisco, que se ocorreu em junho de 2013).

O jesuíta Matt Malone, SJ, redator-chefe da America Magazine, uma das publicações mais prestigiadas dos Estados Unidos, escreveu uma thread no Twitter em que desmonta, uma a uma, as mentiras de Viganò sobre Francisco. Um Papa que, com certeza, forçou McCarrick a renunciar ao cardinalato, ao tempo que dispôs “sua suspensão do exercício de qualquer ministério público, junto à obrigação de permanecer em uma casa que lhe será indicada, para uma vida de oração e de penitência, até quando as acusações dirigidas a ele sejam esclarecidas pelo processo canônico normal”.

Eis a tradução da thread de Matt Malone, SJ, no qual inclui imagens, notas de imprensa e vídeos:

"Algumas perguntas sobre o testemunho do arcebispo Viganò. Ele afirma que o papa Bento XVI impôs sanções ao cardeal McCarrick que eram similares ao que o papa Francisco fez agora.

Especificamente, Viganò escreveu que o cardeal McCarrick foi informado que 'iria sair do seminário de onde estava vivendo, proibido de celebrar missa em público, participar em reuniões públicas, dar conferências e viajar'.

Ele escreveu que o papa Bento tomou essa ação “em 2009 ou 2010”, embora 'tivesse certeza'. Supondo que o papa Bento tomara essa ação, como descreve Viganò, como explicamos os seguintes acontecimentos, todos os quais ocorreram depois de 2010?

    • 30 de outubro de 2011: McCarrick prega do púlpito mais importante dos Estados Unidos, na Catedral de São Patrício, para o aniversário de Maryknoll.


(McCarrick com Bento XVI em 27 de fevereiro de 2013. Não estava suspenso?/Foto: Religión Digital)


24º Jantar dos Cardeais em apoio à Universidade Católica da América, 10-05-2013. Em pé, da esquerda à direita: cardeal Timothy Dolan, cardeal Donald Wuerl, presidente da Universidade Católica John Garvey e cardeal Seán O’Malley, O.F.M. Cap. Sentados da esquerda à direita: arcebispo Carlo Maria Viganò, cardeal Theodore McCarrick, cardeal Justin Rigali e arcebispo Allen Vigneron.

Em cada um desses eventos, o cardeal McCarrick fez coisas que, segundo o testemunho de Viganò, estavam proibidas pelo papa Bento: “celebrar missa em pública, participar em reunião públicas, dar conferências, viajar”, etc.

Bento XVI participou em vários desses eventos. Viganò participou em ao menos um. As ações do papa Bento, então não pareciam refletir as de um homem que sabia plenamente o que McCarrick havia feito, ou penas graves que o próprio Papa havia assinado ao parecer.

Supondo que tudo isso se pode responder satisfatoriamente, outra pergunta: se o cardeal Bergoglio (agora papa Francisco), observou todos os acontecimentos anteriormente, não estaria justificado pensar que o cardeal McCarrick não estava sob sanções como assegura Viganò?"

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