Cardeal O’Malley não participará do Encontro Mundial das Famílias. Investigações de má conduta entre seminaristas e sacerdotes são abertas em Boston

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16 Agosto 2018

Neste mês, dois bispos dos EUA abriram investigações depois de uma série de alegações on-line denunciando má conduta sexual, abuso de álcool e comportamento impróprio ao sacerdócio entre seminaristas e supervisores de seu desenvolvimento.

Em Boston, as acusações envolveram o Seminário St. John, em Brighton, Massachusetts, com a acusação de dois antigos seminaristas de haver uma forte cultura de consumo de álcool e comportamento sexual ilícito entre alunos e professores. A outra investigação foi em Lincoln, Nebraska — talvez considerada a diocese mais ortodoxa do país —, onde surgiu uma série de acusações, inclusive contra um diretor de vocações muito conhecido, já falecido, que foi acusado de ter cometido insinuações sexuais enquanto os seminaristas o ajudavam a tomar banho.

A reportagem é de Brian Roewe, publicada por National Catholic Reporter, 14-08-2018. A tradução é de Luísa Flores Somavilla.

O cardeal de Boston, Sean O'Malley, anunciou, em uma declaração, no dia 10 de agosto, que solicitou uma investigação sobre o seminário a respeito das acusações de "atividades diretamente contrárias aos padrões morais e requisitos da formação para o sacerdócio católico".

Ele também pediu para que o Mons. James Moroney, reitor do seminário, tirasse uma licença sabática imediata durante o semestre de outono, durante o desenrolar da investigação. O padre Stephen Salocks, professor do seminário, é o reitor interino.

"As alegações feitas esta semana causam grande preocupação para mim como arcebispo de Boston", disse O'Malley. "O Ministério do sacerdócio católico requer uma base de confiança com as pessoas da Igreja e com a comunidade em que atuam os sacerdotes. Tenho convicção de que todos os nossos seminários estão dentro desse padrão de confiança e proporcionam a formação necessária para que os sacerdotes vivam uma vocação exigente, a serviço da sociedade contemporânea."

A arquidiocese de Boston anunciou, no dia 15 de agosto, que O'Malley desistiu de participar do Encontro Mundial das Famílias, que ocorre ainda neste mês, devido a "questões importantes relativas ao cuidado pastoral do Seminário St. John" e seus seminaristas, que estariam exigindo "a presença e cuidado pessoal do cardeal". O cardeal, que é presidente da Pontifícia Comissão para a Tutela dos Menores, seria moderador de um painel sobre a proteção de crianças e adultos vulneráveis. A arquidiocese afirmou que ele "acompanharia o processo" de Boston.

A investigação sobre o Seminário St. John está sendo realizada pelo bispo auxiliar Mark O'Connell; Francesco Cesareo, presidente da Assumption College, em Worcester, e líder do Conselho National de Revisão dos bispos dos EUA e Kimberly Jones, CEO da empresa de gestão de crises Athena Legal Strategies Group. Mark Dunderdale, diretor do escritório arquidiocesano de padrões profissionais e supervisão, está colaborando com o conselho.

O'Malley orientou o grupo a apresentar as conclusões e recomendações "o quanto antes" e instruiu docentes, alunos e funcionários do seminário a "cooperar com a investigação".

E acrescentou que "neste momento, não posso verificar nem refutar essas acusações".

Em uma série de tweets no dia 1º de agosto, John A. Monaco relatou seu "momento #MeToo católico", contando sua experiência como estudante em dois seminários da costa leste dos Estados Unidos, onde encontrou supostas insinuações sexuais, consumo abusivo de álcool e rumores de má conduta sexual.

Ele acrescentou novos fatos à história há alguns dias nas páginas do Medium, do OnePeterFive.com e do ChurchMilitant.com, identificando, na última, os dois seminários: o Seminário St. John, o principal seminário de que participou de 2014 a 2016, e o St. Charles Borromeo, em Wynnewood, Pennsylvania, que faz parte da arquidiocese de Filadélfia, onde atuou durante o ano letivo de 2010.

Monaco disse que contou sua história inspirado pelo movimento #MeToo e das revelações recentes sobre o antigo cardeal Theodore McCarrick.

"Eu amo muito a Igreja Católica e é por isso que digo #ChurchToo", disse no site do Medium, fazendo um jogo de palavras entre o conhecido movimento e a palavra em inglês para “Igreja”. "Não se encontra o verdadeiro amor escondendo o abuso, tolerando a má conduta ou protegendo abusadores."

Monaco disse que quando ele e outros seminaristas estavam no Seminário St. John, eles recebiam mensagens de um número anônimo "propondo um 'encontro'" e que depois foi descoberto que eram de outro seminarista. E, segundo Monaco, nada foi feito quando denunciaram o seminarista.

Ele também descreveu o consumo abusivo de álcool entre os seminaristas e professores: "alguns sacerdotes da faculdade ficavam bêbados no 'grupinho' de seminaristas e convidavam eles para participarem de 'festas privadas' no quarto de madrugada.” Ele também testemunhou seminaristas fazendo "carícias" um no outro numa sala.

Monaco, que guardou grande parte das informações em sigilo durante todo o tempo em que esteve no seminário, disse que começou a ficar mais isolado, e o reitor do seminário acabou pagando para que ele fizesse terapia. Ele saiu desse seminário na primavera de 2016.

Logo depois, passou um período no Seminário de St. Charles Borromeo, onde disse que foi assediado por outro seminarista e pressionado a beber quando era menor de idade, numa festa fora do campus, e um seminarista mais velho se insinuou sexualmente a ele ao perguntar como Mônaco estava se adaptando à vida de seminarista.

Uma semana depois, Andrew Solkshinitz, outro ex-seminarista de St. John, publicou na página da arquidiocese no Facebook confirmando o relato de Mónaco, de acordo com o jornal da arquidiocese de Boston, The Pilot.

O jornal relatou que, mais tarde, Solkshinitz escreveu em sua página pessoal do Facebook que durante seu período em St. John outro aluno o "assediou" e que suas preocupações foram desconsideradas quando compartilhou com o diretor de vocações e com o vice-reitor. A publicação já não está no Facebook de Solkshinitz. Solkshinitz escreveu, no dia 11 de agosto, que conversou com O'Connell "e vai trabalhar com o conselho para ajudar a limpar o sistema dos seminários. ... Espero que minha abertura ajude a inspirar outras pessoas na busca da verdade."

No mesmo dia em que O'Malley anunciou a investigação do Seminário St. John, o bispo de Lincoln, James Conley, atualizou as informações sobre acusações contra pelo menos quatro padres em sua diocese, no centro de Nebraska.

Conley, que havia pedido maior transparência nas acusações contra sacerdotes no início do mês, celebrou algumas missas no fim de semana dos dias 4 e 5 de agosto na Igreja de São Pedro, em Lincoln, e realizou uma reunião na prefeitura com 500 pessoas no dia 6 de agosto. O antigo padre da paróquia, Charles Townsend, foi excluído por Conley em 2017, logo após uma denúncia de que o padre teria “tido um relacionamento não sexual emocionalmente impróprio com um homem de 19 anos que envolveu bebidas alcoólicas". Ele foi mandado para o Shalom Center, um centro de tratamento para clérigos e religiosos em Splendora, Texas.

A diocese relatou o caso de Townsend para autoridades da região no início de agosto. As investigações civil e da Igreja estão em andamento. Conley desmente declarações de que tenha encoberto as ações de Townsend, mas admitiu que "não incentivei a transparência".

Na carta lida durante uma roda de conversa no dia 10 de agosto na Igreja St. Wenceslaus, em Wahoo, Conley disse que, além do caso de Townsend, o conselho diocesano de revisão buscava pelo menos outros quatro casos envolvendo "transgressões de sacerdotes".

Entre os padres avaliados, estão:

  • Padre Patrick Barvick, que recebeu uma determinação para não ficar sozinho com nenhuma mulher e foi temporariamente afastado da Igreja de Santa Maria, em Davey;
  • Padre Steve Thomlinson, que se demitiu do cargo de pastor de St Stephen, em Exeter, e St. Wenceslaus, em Milligan, enquanto o conselho avalia um incidente do período militar de Thomlinson que, segundo Conley, "não envolvia delitos contra menores nem paroquianos";
  • Padre James Benton, que renunciou no outono de 2017, depois de ser acusado de abusar de dois membros da família, incluindo o sobrinho, e desde então se aposentou e foi proibida de exercer o Ministério publicamente depois que seu caso foi submetido à Congregação para a Doutrina da Fé do Vaticano.

A acusação contra Benton foi feita pelo The American Conservative, que, nas últimas semanas, publicou uma série de acusações e reações da diocese de Lincoln.

As revelações começaram em 1º de agosto, com uma carta aberta do ex-padre sobre o Mons. Leonard Kalin — ex-diretor das vocações diocesanas e pastor do Newman Center, da Universidade Nebraska-Lincoln, acusado de insinuação sexual e aliciamento de seminaristas e universitários.

A diocese de Lincoln confirmou que recebeu um relatório, em 1998, sobre a violação de um limite físico contra Kalin, envolvendo estudantes e seminaristas.

Na carta, Peter Mitchell, sacerdote laicizado que foi seminarista em Lincoln de 1994 a 1999, disse que Kalin tinha "fama generalizada de abuso de álcool, cigarro, jogos de azar e por apresentar comportamentos de dependência como exemplo". Isso incluía levar seminaristas para um cassino nas proximidades, em Iowa, e promover viagens para Las Vegas e para uma casa de praia em Nova Jersey. Mitchell disse que não compareceu a nenhuma dessas viagens e que Kalin fazia o seminarista que o acompanhava em suas caminhadas diárias ajudá-lo a tomar banho em um vestiário no Memorial Stadium, no campus da Universidade de Nebraska. Mencionou, ainda, que evitava ter de ajudar Kalin a tomar banho.

Em uma carta a Conley que também foi publicada pelo The American Conservative, Hsien de Wei Wan, ex-aluno da Universidade de Nebraska e seminarista por um período curto, endossou a história de Mitchell e foi além.

Hsien disse que Kalin fazia "insinuações sexuais indesejadas" a ele e a outro seminarista, fazendo "elogios sexuais verbalmente, pedindo para ser tocado em lugares impróprios e molestando-os", incluindo beijos franceses. Ele acrescentou que as ações da Kalin chegaram a "um padrão bastante consistente de aliciamento", e o bispo Fabian Bruskewitz, líder da diocese na época, acabou determinando que pelo menos dois seminaristas acompanhassem Kalin nas caminhadas.

Vários padres e antigos seminaristas comentaram e mandaram e-mails reagindo às publicações do The American Conservative, demonstrando resistência a algumas das alegações de Mitchell, acusando-o de fazer inferências sobre o que aconteceu em viagens em que não compareceu e em defesa contra retratos de que o Newman Center "centrava-se em uma cultura de festas e álcool" durante a liderança de Kalin.

Na carta do dia 10 de agosto, Conley disse que a futura "transparência e objetividade" na diocese incluirá uma avaliação externa das políticas para que seja um ambiente seguro e de procedimentos que vão examinar o caso de Townsend, especificamente, o bispo e a equipe da diocese em relação a suas reações às acusações de abuso sexual e comportamento impróprio dos sacerdotes.

"Quero reiterar que lamento pelo modo como respondi às acusações de comportamento impróprio contra alguns sacerdotes de Lincoln. Espero que me perdoe", escreveu Conley.

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