Trump recua e pede audiência com o Papa Francisco

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21 Abril 2017

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recua em sua política de isolamento do Papa Francisco e agora pede uma audiência com o Pontífice no Vaticano, por ocasião da reunião do G7, que acontecerá entre os dias 26 e 27 de maio em Taormina (Sicília).

A reportagem é de Jesús Bastante e publicada por Religión Digital, 20-04-2017. A tradução é de André Langer.

Com apenas um mês de antecedência, o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, destacou que a mesma fará um contato com a Santa Sé para agendar um encontro. Um encontro que Roma está disposta a aceitar... se é que, ao final das contas, Trump dará o passo oficialmente.

“Até o final da semana passada não havíamos recebido uma solicitação oficial de audiência, mas se a recebermos seguramente será acolhida”, destacou na quarta-feira o porta-voz do Vaticano, Greg Burke, que acrescentou que o Papa não tem nenhuma viagem prevista para o exterior no final de maio; portanto, deverá estar na Itália.

A cinco semanas da reunião do G7, a Casa Branca ainda não solicitou oficialmente o encontro. É prática habitual que os líderes mundiais solicitem uma audiência com o Papa com meses de antecedência, embora neste caso seja praticamente certo que Bergoglio não perderá a oportunidade para encontrar-se frente a frente com o presidente dos Estados Unidos.

Um encontro que, caso acontecer, terá como pano de fundo o confronto de dois modelos de construção da sociedade global, especialmente no tocante à mudança climática, ao capitalismo selvagem, à luta contra a pobreza ou à solidariedade com refugiados e migrantes.

“O Papa Francisco sempre está disponível para receber os chefes de Estado que o solicitarem”, declarou dom Angelo Becciu, substituto de Assuntos Gerais da Secretaria de Estado, um dos diplomatas mais próximos a Francisco.

Barack Obama reuniu-se duas vezes com o Papa Francisco: uma vez no Vaticano em 2014 e outra vez durante a viagem do pontífice aos Estados Unidos em 2015. Obama também foi recebido no Vaticano pelo antecessor de Francisco, Bento XVI, em 2009.

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