México. Ministro responsável por visita de Trump volta ao governo

Revista ihu on-line

Cultura Pop. Na dobra do óbvio, a emergência de um mundo complexo

Edição: 545

Leia mais

Cultura Pop. Na dobra do óbvio, a emergência de um mundo complexo

Edição: 545

Leia mais

Revolução 4.0. Novas fronteiras para a vida e a educação

Edição: 544

Leia mais

Revolução 4.0. Novas fronteiras para a vida e a educação

Edição: 544

Leia mais

Ontologias Anarquistas. Um pensamento para além do cânone

Edição: 543

Leia mais

Ontologias Anarquistas. Um pensamento para além do cânone

Edição: 543

Leia mais

Cultura Pop. Na dobra do óbvio, a emergência de um mundo complexo

Edição: 545

Leia mais

Revolução 4.0. Novas fronteiras para a vida e a educação

Edição: 544

Leia mais

Ontologias Anarquistas. Um pensamento para além do cânone

Edição: 543

Leia mais

Cultura Pop. Na dobra do óbvio, a emergência de um mundo complexo

Edição: 545

Leia mais

Revolução 4.0. Novas fronteiras para a vida e a educação

Edição: 544

Leia mais

Ontologias Anarquistas. Um pensamento para além do cânone

Edição: 543

Leia mais

Mais Lidos

  • ‘Cultura do descarte e do ódio’ de governantes atuais lembra Hitler, confessa papa Francisco

    LER MAIS
  • O que suponho que Lula deveria dizer. Artigo de Tarso Genro

    LER MAIS
  • Opositores do papa: continuem assim

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

Por: João Flores da Cunha | 06 Janeiro 2017

O ex-ministro que idealizou a visita ao México do então candidato à presidência dos Estados Unidos Donald Trump está de volta ao governo do país. Luis Videgaray, que havia renunciado ao cargo de ministro da Fazenda há apenas quatro meses, será a partir de agora secretário de Relações Exteriores. O anúncio foi feito no dia 4-01.

Realizada em agosto, a visita de Trump teve repercussão fortemente negativa no México. O republicano foi convidado pelo governo para um encontro com o presidente Enrique Peña Nieto na Cidade do México no final de agosto apesar dos diversos insultos aos mexicanos feitos por ele. Trump deu declarações ao lado de Peña Nieto nas quais não ofereceu desculpas nem fez concessões.

Videgaray acabou renunciando na semana seguinte à visita do candidato. A vitória do republicano nas eleições, porém, alterou o cenário. Agora, ele será o responsável por conduzir a diplomacia mexicana frente ao desafio que representa a presidência de Trump, que terá início em 20-01.

O discurso de Trump na corrida presidencial utilizou o México como antagonista. No ato de lançamento de sua campanha, em julho de 2015, ele afirmou que os imigrantes mexicanos levam drogas e crime para os Estados Unidos, e os chamou de estupradores. Durante a campanha, ele prometeu construir um muro na fronteira entre os países – que tem cerca de 3.200 quilômetros.

Ele também atacou o Tratado Norte-Americano de Livre Comércio – Nafta (sigla em inglês), acordo entre Canadá, México e Estados Unidos que entrou em vigor em 1994. Trump afirma que o acordo beneficia o México em detrimento dos Estados Unidos, que estariam perdendo postos de trabalho para o país ao sul de sua fronteira. Para ele, o Nafta é “o pior tratado comercial já assinado”.

Trump foi eleito pelo colégio eleitoral graças a vitórias apertadas em Michigan, Pensilvânia e Wisconsin, estados que sofrem com a desindustrialização. Ele teve apoio das classes trabalhadoras dessa região, que tradicionalmente votam no Partido Democrata. Na votação popular, entre os eleitores de todo o país, ele perdeu para Hillary Clinton por uma diferença de quase três milhões de votos. A candidata democrata teve a preferência de 48,1% do eleitorado, e Trump, 46%.

Nesse sentido, o presidente eleito promete implementar medidas protecionistas que criem empregos nos Estados Unidos. No dia 3-01, a Ford anunciou o cancelamento de um investimento bilionário em uma fábrica no México. Por outro lado, a empresa automotiva irá investir 700 milhões de dólares em uma fábrica em Michigan. Trump agradeceu à companhia e afirmou, por meio do Twitter, que “esse é apenas o começo – muito mais por vir”.

Nesse contexto, o México se prepara para uma relação possivelmente conturbada com os Estados Unidos. Desde a eleição de Trump, o peso tem se desvalorizado em relação ao dólar e já atingiu seu mínimo valor histórico.

Na imprensa mexicana, a avaliação é de que Videgaray volta ao governo fortalecido. Há inclusive especulações de que ele poderia ser candidato nas eleições presidenciais de 2018. Videgaray, que não tem histórico de atuação diplomática, admitiu que não conhece a Secretaria de Relações Exteriores. “Com humildade, venho para aprender” com os diplomatas mexicanos, afirmou ele na cerimônia de posse. Ele irá substituir Claudia Ruiz Massieu, secretária que havia feito diversas críticas públicas ao discurso de Trump ao longo da campanha eleitoral.

Agora, porém, os mexicanos terão o desafio de lidar com um presidente dos Estados Unidos que os insultou repetidamente. Após dar posse a Videgaray, o presidente Peña Nieto afirmou que a relação entre os países “deverá ser uma relação que nos permita fortalecer os vínculos bilaterais em matéria de segurança, migração, comércio e investimento. Esses objetivos deverão ser alcançados, a todo o momento, promovendo os interesses do México e sem menosprezo de nossa soberania e da dignidade dos mexicanos”.

Leia mais:

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

México. Ministro responsável por visita de Trump volta ao governo - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV