Após promover visita de Donald Trump, ministro da Fazenda do México renuncia ao cargo

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09 Setembro 2016

O ministro da Fazenda do México, Luis Videgaray, um dos responsáveis pela visita ao país do candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, renunciou ao cargo, informou o presidente Enrique Peña Nieto nesta quarta-feira (07/09).

A informação é publicada por Opera Mundi, 07-09-2016.

Segundo a agência Efe, Videgaray, considerado uma das figuras mais influentes do governo mexicano, teria renunciado ao cargo na terça-feira (06/09). Entretanto, sua saída foi anunciada de forma oficial nesta manhã.

Em um pronunciamento, Peña Nieto agradeceu os serviços prestados por Videgaray e disse fazer questão de “reconhecer publicamente o trabalho e os resultados” da gestão do agora ex-ministro.

"[O trabalho de] Videgaray foi chave na implementação da reforma financeira que permitiu incrementar o crédito e a economia usando taxas mais baixas. Reconheço seu papel na elaboração de diversas políticas públicas e sua participação em diversas reformas estruturais econômicas”, disse Peña Nieto que não comentou os motivos que levaram à renúncia do agora ex-ministro.

Para o lugar de Videgaray, Peña Nieto nomeou o titular da pasta de Desenvolvimento Social, José Antonio Meade Kuribreña, que já foi ministro das Relações Exteriores de seu governo, além de ter atuado como ministro da Fazenda e ministro da Energia em governos anteriores.

Já para substituir Meade no Ministério do Desenvolvimento Social Peña Nieto nomeou Luis Enrique Miranda Nava, vice-ministro do Interior.

De acordo com a porta-voz do Ministério da Fazenda e Crédito Público, Claudia Agorri, Videgaray não deverá ocupar nenhum cargo público após sua saída do governo.

A renúncia do agora ex-ministro da Fazenda teria ocorrido em função da visita de Trump ao México na semana passado, que gerou críticas pelos insultos do magnata contra mexicanos desde que lançou sua candidatura em junho de 2015. Segundo Trump, eles seriam os responsáveis pela violência nos EUA, e que, por isso, o México deveria pagar pela construção de um muro para bloquear a fronteira entre as nações.

A visita também foi criticada pela chanceler mexicana, Claudia Ruiz Massieu, mas foi justificada por Peña Nieto como uma tentativa de diálogo.

Na reunião, porém, o chefe de Estado mexicano afirmou a Trump que não pagaria pela construção do muro e chegou a afirmar, após o encontro, que as declarações do republicano eram "uma ameaça" para seu país.

Já informações de bastidores indicariam que Videgaray defendia a necessidade do encontro com o republicano para tentar suavizar as posições entre EUA e México no que diz respeito ao cancelamento do Nafta (Tratado de Livre-Comércio da América do Norte), no caso de o empresário chegar à Casa Branca.

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