Federação LGBT exige do Papa que retifique as declarações “efetuadas a partir do preconceito e do desconhecimento”

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07 Dezembro 2018

A Federação Estatal de Lésbicas, Gays, Trans e Bissexuais (FELGTB) e as pessoas crentes LGBTI que fazem parte dela, exigem do Papa Francisco que retifique as declarações que efetuou recentemente já que “são LGBTIfóbicas e foram feitas a partir do preconceito e do desconhecimento”.

A reportagem é publicada Religión Digital, 05-12-2018. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo

Assim, o responsável da Fé e Espiritualidade da FELGTB, Óscar Escolano, explica que “não podemos nos mostrar impassíveis, nem indiferentes, ante as últimas mensagens emitidas por alguns hierarcas da Igreja Católica e pelo próprio Papa”. E ainda que “transmitir a ideia de que a orientação sexual ou a identidade de gênero podem ser modas ou desvios que impedem o pleno desenvolvimento pessoal ou da fé somente gera discriminação e mais fobias”.

Ademais, alerta que esse tipo de declaração impede que as pessoas crentes LGBTI possam viver sua realidade afetivo-sexual e de gênero tão livremente como a sua fé. Por esse motivo, convida o máximo representante da Igreja Católica a conhecer mais de perto o coletivo e trabalhar a favor de uma instituição livre de preconceitos contra as pessoas LGBTI, que eduque na diversidade e em que tenham lugar todos os tipos de famílias.

Escolano recorda que a afetividade é múltipla e inclusive única em cada ser humano e assegura estar profundamente entristecido pelo fato de que a Igreja esteja impondo uma visão unilateral da sexualidade que freia os esforços dos LGBTIs crentes para se integrarem na comunidade católica. “Nós crentes LGBTI reiteramos que a mensagem de Jesus é plenamente inclusiva e que não há nenhum texto evangélico que condene as pessoas LGBTI, muito pelo contrário”, afirma.

Nesse sentido, explica que “a Igreja Católica deve ser consciente de que a diversidade sexual, de gênero e familiar vai se fazendo cada vez mais visível e presente, e de que essa realidade não supõe uma ameaça para a liberdade religiosa ou espiritual, mas ao contrário, já que a diversidade enriquece e é parte da obra criadora de Deus”.

Na relação ao suposto “auge” da homossexualidade na vida sacerdotal, a FELGTB explica que somente se trata de uma chamada de atenção daquelas pessoas que formam parte da Igreja que viveram sua realidade afetiva-sexual dentro do armário. É a manifestação de que a Igreja Católica possuiu vocações de todo tipo, orientação sexual e de gênero e que as pessoas LGBTI querem sair dos armários eclesiais.

Ademais, Escolano agrega que considerar que “somente os homens podem ser sacerdotes, nega a diversidade, ignora a perspectiva integradora de Jesus e reduz a vocação a estereótipos de gênero, padrões e papéis impostos pela sociedade que reproduzem o modelo patriarcal e hetero-cis-sexista discriminatório”. “Não há nenhuma razão teológica que apoie essa asseveração, como tampouco justifique que a mulher ou as pessoas não binárias não possam acessar o sacerdócio, nem que nós LGBTI não sintamos que Deus nos chama para trabalhar os valores do Evangelho”, aponta.

E é como afirma o representante da FELGTB, “orientação sexual não é uma ideologia, mas sim uma parte integrante da identidade pessoal”. “Por esse motivo, não há nenhum perigo de contágio, nem falta de retidão nem por parte dos seus sacerdotes nem de seus paroquianos”, assegura. Nesse sentido, a FELGTB considera que a Igreja Católica está reduzindo a vocação a estereótipos, a padrões e papéis impostos pela sociedade, negando a diversidade e ignorando uma perspectiva integradora.

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