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18 Maio 2018

"O processo de reconciliação de ambas identidades não foi fácil. Sam levou muitos anos para ficar confortável com o fato de ser gay e católico. Ele conta que ficava muitas horas rezando para tentar conciliar sua fé católica e sua sexualidade, orando a Deus para poder ser um católico que seguia a doutrina da Igreja sobre o celibato para gays e lésbicas", escreve Kaitlin Brown, jornalista, em artigo publicado por New Ways Ministry, 14-05-2018. A tradução é de Luísa Flores Somavilla.

Eis o artigo.

Para muitas pessoas, ser queer e católico pode parecer identidades conflitantes. Para Sam Albano, de Carmel, Indiana, elas se complementam de forma poderosa. A blogueira Katie Grieze entrevistou Albano sobre como o jovem de 30 anos administra esses dois polos.

Abertamente gay, ele vem trabalhando dentro de sua paróquia, St. Elizabeth Ann Seton, em Carmel, para tornar a Igreja Católica um lugar mais diverso e acolhedor para todos. No entanto, após apoiar publicamente o casamento homossexual em 2014, o pastor pediu que ele se retirasse do conselho paroquial. Na entrevista, Sam Albano conta sobre sua decisão de se demitir da liderança e se recusar a comprometer suas crenças:

"Não sou chamado a ficar em no conselho de uma paróquia a vida inteira. Sou chamado a ser honesto sobre minha fé e minha experiência. Sou chamado a melhorar as coisas para os companheiros LGBT na Igreja. Se não posso fazer isso e servir à paróquia ao mesmo tempo, me demito".

Apesar de ter sido difícil deixar a liderança, era importante para Sam, como católico, manter sua vida religiosa. Segundo Grieze, "Sam pode falar das falhas da Igreja, mas nunca quis ficar contra ela. Isso seria estar contra si mesmo. [Ele disse] 'Eu sou a favor da Igreja Católica. Sou contra as práticas que acontecem que são prejudiciais para as pessoas dentro da Igreja'".

Ele também deu outro motivo pelo qual decidiu ficar:

"Porque se formos embora não haverá presença LGBT na Igreja Católica. E não haverá motivação para melhorar as coisas".

O processo de reconciliação de ambas identidades não foi fácil. Sam levou muitos anos para ficar confortável com o fato de ser gay e católico. Ele conta que ficava muitas horas rezando para tentar conciliar sua fé católica e sua sexualidade, orando a Deus para poder ser um católico que seguia a doutrina da Igreja sobre o celibato para gays e lésbicas. Ele lembra sua oração:

"'Deus, eu quero acreditar nesta doutrina. Quero acreditar que devo ser celibatário pelo resto da vida. Mas não sei se consigo'. Ele sentou e tentou escutar. 'Talvez não seja necessário', Sam sentiu Deus responder. "Talvez parte da vocação esteja em estar num relacionamento com outro homem'".

Depois disso, ele conheceu outros católicos LGBT na convenção de 2013 do DignityUSA, uma organização de católicos LGBT e apoiados nos Estados Unidos, assim como o capítulo de sua região, o Dignity/Indianapolis. Após essas conexões, houve uma série de conversas com Deus nas quais Sam ficou mais confortável com sua sexualidade. Ele relembra um incidente:

"Eu estava dirigindo na rodovia I-465 de Indianápolis numa tarde de domingo e comecei a rezar.

'Sabe, Deus, eu acho mesmo que tudo bem eu ser gay. Acho que não seria um problema eu começar a namorar. Mas não tenho certeza absoluta se seria tudo bem para o senhor'.

"Naquele momento, tive uma sensação de paz".

Sam não está sozinho. Estimativas apontam que cerca de 4% dos católicos se identificam como LGBT e dois terços dos católicos dos EUA aprovam o casamento homossexual - proporção similar à da população em geral. Muitas outras pessoas LGBTQ se identificam como ex-católicos que não conseguiram conciliar sua identidade e o mal que a Igreja Católica tem causado a eles. Sam Albano faz grandes esforços para garantir que a Igreja Católica continua sendo um lugar acolhedor para ele e para outras pessoas LGBTQ. Não sem luta e sofrimento, Albano acabou encontrando a paz.

E reza:

“Obrigado, Deus, por eu ser gay e católico”.

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