James Martin defende que os católicos LGBT não são obrigados a praticar a castidade

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23 Setembro 2017

Após ter suportado os ataques dos ultraconservadores, o jesuíta e assessor do Papa Francisco, James Martin, se sente forte. Forte para seguir pregando suas palavras proféticas para toda a Igreja e, desta vez, insistindo em que os católicos LGBT não são obrigados a praticar a castidade.

A reportagem é de Cameron Doody, publicada por Religión Digital, 22-09-2017. A tradução é do Cepat.

Em um vídeo postado nesta quarta-feira, no Youtube, o padre Martin recorreu à tradição teológica que sustenta que uma doutrina não se torna tal, enquanto não for aceita por todos os fiéis. “Uma tradição que muita gente não sabe muito”, sustenta o jesuíta, “já que apenas se falou dela nos últimos trinta ou quarenta anos”.

Este tipo de recepção de uma doutrina, continuou Martin, sim, ocorreu no caso das doutrinas que subjazem as festas da Igreja, por exemplo, mas não em relação à disciplina sexual.

“Para que uma doutrina se torne normativa”, explicou o jesuíta, “é de se esperar que seja recebida pelo povo de Deus. Assim aconteceu com a Assunção, por exemplo. Declarou-se a Assunção e as pessoas aceitam. Vão à festa da Assunção, acreditam na Assunção e é recebida”.

Contudo, “a doutrina que as pessoas LGBT devem ser celibatárias por toda a sua vida – não apenas antes do matrimônio, como é para a maioria, mas por toda a vida – não foi recebida”, continuou Martin. Situação que expõe a questão “teológica” acerca do que a Igreja pode fazer com esta não aceitação, por parte dos LGBT, de uma doutrina dirigida especificamente a eles, a qual devem prestar atenção “os bispos e as pessoas LGBT”.

E mais: o fato da Igreja se fixar tanto nos assuntos LGBT é apenas o resultado de uma “má interpretação” do verdadeiramente importante na teologia moral. Muitas vezes, lamentou, a obsessão com a sexualidade dos gays, por parte de católicos de extrema-direita, é também o resultado de um “medo” que sentem de sua própria “sexualidade complexa”.

Todavia, ao fim e ao cabo, denunciou Martin, continua provocando estragos na Igreja o paradoxo de se considerar o celibato um dos mais preciosos carismas evangélicos, ao mesmo tempo em que é imposto sobre as pessoas de diferentes orientações afetivas. “Supõe-se que o celibato é um dom, ou algo que você escolhe”, refletiu o sacerdote. Contudo, “em termos de Catecismo, é uma obrigação, e os LGBT a consideram uma imposição”.

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