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‘‘Somos mendicantes atrás da verdade’’: refletindo sobre os textos de retiro de Pe. Radcliffe

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06 Outubro 2023

"Radcliffe revela o significado da história de vários ângulos, levando à necessidade de ouvir, de ouvir uns aos outros, se o sínodo quiser ter sucesso", escreve Michael Sean Winters, em artigo publicado por National Catholic Reporter, 04-10-2023.

Eis o artigo.

O padre dominicano Timothy Radcliffe pregou o retiro aos participantes do Sínodo esta semana, antes da abertura oficial de hoje. Radcliffe fez um trabalho admirável ao colocar a discussão sinodal numa chave especificamente eclesial, na qual brilhou o foco cristocêntrico do Vaticano II.

"Alguns de nós temos medo desta jornada e do que está por vir. Alguns esperam que a Igreja mude dramaticamente, que tomemos decisões radicais, por exemplo, sobre o papel das mulheres na Igreja", explicou Radcliffe aos delegados sinodais reunidos. “Outros têm medo exatamente dessas mesmas mudanças e temem que elas apenas levem à divisão, até mesmo ao cisma. Em momentos cruciais do Evangelho, sempre ouvimos estas palavras: 'Não tenha medo'. São João nos diz: 'O amor perfeito lança fora o medo'. Portanto, comecemos orando para que o Senhor liberte nossos corações do medo. Para alguns, esse é o medo da mudança. Para outros, o medo de que pouca coisa mude".

Ele reconhece os desafios, mas explica que a nossa esperança cristã, enraizada no “amor perfeito” de Jesus Cristo, pode vencer esse medo. Radcliffe tornou-se mais específico à medida que sua palestra prosseguia. A esperança necessária deve ser uma esperança partilhada, que parece, na paisagem polarizada que habitamos, uma esperança distante. Radcliffe compara a situação que os delegados do Sínodo enfrentam com a dos discípulos, e vale a pena citar a passagem detalhadamente:

"Mas, meus irmãos e irmãs, aqui está a dificuldade: temos esperanças contraditórias! Então, como podemos ter esperança juntos?"

Nisto somos exatamente como os discípulos. A mãe de Tiago e João esperava que eles se sentassem à esquerda e à direita do Senhor em sua glória e assim substituíssem Pedro; havia rivalidade mesmo dentro do círculo mais próximo dos amigos de Jesus. Judas provavelmente esperava uma rebelião que derrubaria os romanos. Alguns dos discípulos apenas esperavam não serem mortos. Mas eles caminharam juntos.

Então, que esperança partilhada podemos ter neste Sínodo? Na Última Ceia, receberam uma esperança além de tudo o que poderiam imaginar: o corpo e o sangue de Cristo, a nova aliança, a vida eterna. À luz desta esperança eucarística, todas as suas esperanças conflitantes devem ter parecido nada, exceto para Judas que se desesperou. Isto é o que São Paulo chama de “esperar contra a esperança” [Romanos 4,18], a esperança que transcende todas as nossas esperanças.

As palavras “exceto para Judas que se desesperou” deveriam fazer com que até mesmo o mais determinado dos cristãos fizesse uma pausa e considerasse o nó na garganta. Foi a esperança eucarística que permitiu aos discípulos superar as suas esperanças conflitantes, mas o desespero, a ausência de esperança, traz ruína, traição e morte. E, novamente, é claro que somente seguindo a Cristo a Igreja pode avançar.

Radcliffe continuou a refletir sobre o comportamento e as atitudes que os discípulos demonstraram no Evangelho, tanto como modelo quanto, às vezes, como antimodelo para o Sínodo:

Eles [os discípulos] pareciam inúteis. Mas quando a grande multidão se reuniu em torno de Jesus, os discípulos perguntaram ao Senhor: “Como podemos alimentar com pão esta gente aqui no deserto?” Jesus pede-lhes o que têm, apenas sete pães e alguns peixes (Marcos 8,1-10). Isso é mais que suficiente. Se doarmos generosamente tudo o que temos neste Sínodo, será mais do que suficiente. O Senhor da colheita proverá. 

O advérbio “mais” carrega um significado teológico específico. Fala daquela superabundância que é a marca registrada da graça de Deus, algo que excede nossas expectativas e nosso alcance.

Na sua segunda palestra, Radcliffe apontou para um ponto diferente de tensão dentro da vida da Igreja, não de esperanças conflitantes, mas de identidades eclesiais conflitantes, nossos diferentes entendimentos sobre o que pensamos que a Igreja Católica deveria ser. “Para alguns de nós, a ideia de um acolhimento universal, em que todos são aceites independentemente de quem sejam, é considerada destrutiva para a identidade da Igreja (...) Eles acreditam que a identidade exige limites, que a identidade da Igreja deve ser aberta”, disse Radcliffe.

Ele prosseguiu, observando: "Esta tensão tem estado conosco desde que Abraão deixou Ur. Desde o início, o Antigo Testamento manteve-se em tensão: a ideia de eleição, o povo escolhido de Deus, o povo com quem Deus habita, uma identidade que deve ser valorizado e amado. Mas também o universalismo, a abertura a todas as nações, uma identidade que deve ser descoberta".

O corolário do Novo Testamento é mais evidente em 1 João 3,2: “Amados, agora somos filhos de Deus; ainda não foi revelado o que havemos de ser”. Radcliffe afirma: “A identidade cristã é sempre conhecida e desconhecida, dada agora e ainda a ser procurada”. Ele então continua a explorar não apenas a tensão, mas a necessidade da tensão:

Toda teologia nasce da tensão, que enverga o arco e atira a flecha. Esta tensão está no cerne do Evangelho de São João. Deus faz a sua morada em nós: “Aqueles que me amam guardarão a minha palavra, e meu Pai os amará, e viremos para eles e faremos neles morada” (14,23). Mas Jesus também promete a nossa morada em Deus: “Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se não fosse assim, eu vos teria dito que vou preparar-vos lugar?” (14,2)

A erudição de Radcliffe é aqui igualada por seus insights espirituais. Ele aponta as tensões e as acalma com o bálsamo das Escrituras. É magistral.

A terceira conferência focou na amizade e foi extremamente bem realizada. Recomendo a todos que assistam e ponderem. Quanto ao sínodo, ele cita Monsenhor Quixote, de Graham Greene, em que o padre e o prefeito comunista “fazem férias”, durante as quais compartilham não apenas suas esperanças, mas também suas dúvidas. O padre reflete: “É estranho como compartilhar uma dúvida pode unir as pessoas, talvez até mais do que compartilhar uma fé. O crente lutará contra outro crente por uma sombra de diferença; um duvidoso luta apenas consigo mesmo”.

Radcliffe conclui aquela sessão com palavras que o padre espanhol do romance poderia ter dito se fosse um delegado do Sínodo: “A amizade floresce quando ousamos compartilhar nossas convicções e dúvidas e buscar a verdade juntos. Qual a finalidade em conversar com pessoas que já sabem tudo ou concordam plenamente? Como vamos fazer isso?

A quarta conferência, a última à minha disposição antes do momento desta publicação, começou com uma reflexão sobre a história evangélica dos discípulos no caminho de Emaús. Esta história também figurou nas críticas de dom Robert Barron ao biógrafo papal Austen Ivereigh. É uma história icônica com ambiguidade suficiente para que pessoas diferentes tirem conclusões diferentes. A exegese de Radcliffe parece mais fértil que a de Barron. Radcliffe observa:

Os discípulos estão fugindo da comunhão da Igreja, como tantas pessoas hoje. Jesus não bloqueia seu caminho nem os condena. Ele pergunta: "Do que você está falando?" Quais são as esperanças e decepções que despertam em seu coração? Os discípulos estão falando com raiva. O grego significa literalmente: “Quais são essas palavras que vocês estão lançando uns aos outros?”

Então Jesus os convida a compartilhar sua raiva. Eles esperavam que Jesus fosse redimir Israel, mas estavam errados. Ele falhou. Ele caminha com eles e se abre à sua raiva e ao seu medo.

Radcliffe revela o significado da história de vários ângulos, levando à necessidade de ouvir, de ouvir uns aos outros, se o sínodo quiser ter sucesso. Ele se baseia na experiência de sua ordem religiosa, a dominicana:

Ouvimos não apenas o que as pessoas estão dizendo, mas também o que estão tentando dizer. Ouvimos as palavras não ditas, pelas quais eles procuram. (...) Ouvimos como as pessoas estão certas, não como estão erradas, para ver o seu grão de verdade, mesmo que acreditemos que o que elas dizem está errado. Ouvimos com esperança, não com desprezo.

Temos uma regra no Conselho Geral da Ordem Dominicana. Nunca rejeite o que um irmão diz como bobagem, porque isso é denegri-lo. Eles podem estar mal informados; eles podem estar discutindo de forma ilógica; eles podem estar simplesmente errados. Mas mesmo estando errados há algo que devo ouvir. Somos mendigos atrás da verdade.

Se Radcliffe não tivesse dito mais nada, a frase “Somos mendicantes em busca da verdade” teria lhe rendido a gratidão dos delegados sinodais.

Estas reflexões do Pe. Radcliffe são um bom meio pelo qual aqueles de nós que não estarão nas palestras podem também se preparar para o Sínodo, uma boa maneira de distinguir o barulho fora do salão sinodal daquilo que esperamos que seja uma escuta intensiva dentro de casa, uma abertura para acompanhar, em oração, os delegados sinodais.

 

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