O ‘despejo’ de Gänswein: ele terá que deixar o Mater Ecclesiae antes de 1º de fevereiro

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13 Janeiro 2023

  • O secretário do papa emérito recebeu a notícia no dia do funeral de Ratzinger.

  • Castigo ou algo natural, considerando que o morador principal - e o motivo da presença de Gänswein e do Memore Domini - dos jardins do Vaticano não está mais no mundo dos vivos? Há opiniões para todos os gostos.

  • Alguns partidários do Vaticano acusam o secretário do papa emérito de infidelidade aos dois papas e de agir de maneira semelhante à de Paolo Gabriele, o mordomo de Bento XVI que também roubou e divulgou documentos privados, sem o consentimento do papa reinante. Haverá punição para Gänswein? No momento, ao que tudo indica, o que haverá é um despejo.

O comentário é de Jesús Bastante, publicado por Religión Digital, 12-01-2023.

Primeiro de fevereiro. Este é o prazo para Georg Gänswein desocupar o mosteiro Mater Ecclesiae, conforme noticiado pelo semanário Die Zeit, que acrescenta que o secretário de Bento XVI recebeu a informação no mesmo dia do funeral de Ratzinger, em 5 de janeiro passado.

Castigo ou algo natural, considerando que o morador principal - e o motivo da presença de Gänswein e do Memore Domini - dos jardins do Vaticano não está mais no mundo dos vivos? Há opiniões para todos os gostos. A verdade é que a notícia caiu como um jarro de água fria no ambiente do secretário de Bento XVI, e é mais um exemplo da tensão existente entre Gänswein e o Papa Francisco.

Embora nada tenha saído do encontro que os dois tiveram na segunda-feira, tudo parece indicar que Bergoglio exigiu "prudência" do arcebispo alemão, que não parece estar voltando ao cargo - ainda em vigor - de prefeito da Casa Papal. Quanto ao seu futuro, nada parece claro e todas as possibilidades estão abertas, desde a permanência em Roma em algum cargo com pouca presença pública até a saída para alguma nunciatura, passando por alguma diocese alemã. Algo que, aparentemente, tem a oposição do presidente dos bispos do país, Georg Bätzing.

Desde seu encontro com o papa, Georg Gänswein permaneceu em silêncio. Um silêncio quebrado pelo lançamento nas livrarias de Nada além da Verdade: minha vida com Bento XVI, que, como avançou o RD, supõe um ataque à linha de água do pontificado, embora, segundo o Die Tagespost, Gänswein tenha tentado no último evitar a publicação das memórias. Embora já fosse tarde.

Alguns vaticanistas, como Austen Ivereigh, acusam o secretário do papa emérito de infidelidade aos dois papas e de agir de forma semelhante a Paolo Gabriele, mordomo de Bento XVI que também roubou e divulgou papéis privados, sem o consentimento do papa. Haverá punição para Gänswein? No momento, ao que tudo indica, o que haverá é um despejo.

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