Dom Gänswein de saída? A verdadeira notícia diz respeito às condições de saúde de Bento XVI

Bento XVI encontra com papa Francisco, ao fundo, Dom Gänswein | Foto: Vatican Media

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06 Fevereiro 2020

Desde o início da manhã dessa quarta-feira, 5, muito se escreveu sobre o fato de o Papa Francisco ter “demitido” o prefeito da Casa Pontifícia, o arcebispo alemão Georg Gänswein.

A reportagem é publicada por Il Sismografo, 02-02-2020. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Imediatamente, a maioria dos observadores pensou no pastiche do livro “a quatro mãos” – do bispo emérito de Roma, Joseph Ratzinger e do cardeal Robert Sarah – e do qual a assinatura de Bento XVI foi retirada.

Alguns especularam confrontos bastante duros, polêmicas internas e controvérsias não resolvidas. Que Dom Gänswein está de saída é algo sabido. É apenas uma questão de tempo.

Portanto, não há nenhuma notícia nessa indiscrição da imprensa alemã. Já faz algum tempo que, na Alemanha, periodicamente, vem à tona a mesma afirmação, que inexoravelmente chega até a Itália.

As declarações do diretor da Sala de Imprensa do Vaticano, Matteo Bruni, dizem e não dizem, no sentido de que, com razão, limitam-se a explicar por que o prefeito está “ausente” desde o dia 20 de janeiro, dia da audiência do pontífice aos membros do Centro Wiesenthal.

Doze palavras da declaração da Sala de Imprensa dão a verdadeira notícia. Matteo Bruni disse aos jornalistas que o interpelaram: “Redistribuição comum dos vários compromissos e funções do prefeito da Casa Pontifícia”.

Uma possível e autorizada decodificação dessas palavras diz que o papa emérito não está bem e que as suas condições de saúde despencaram nas últimas semanas, e, portanto, Dom Gänswein – não apenas seu secretário pessoal, mas também seu “guardião”, primeiro responsável por tudo aquilo que é necessário para Joseph Ratzinger, não mais autossuficiente há vários meses – foi chamado a estar perto, permanentemente, do emérito.

Em suma, nessas circunstâncias, Dom Gänswein foi autorizado a privilegiar a sua proximidade ao papa emérito e, portanto, dispensado de boa parte dos seus compromissos como prefeito da Casa Pontifícia, em particular em um período muito intenso da agenda do Santo Padre Francisco, como fevereiro e março.

 

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