Relatório Munique sobre abusos: cardeal Marx, “Estou chocado e envergonhado, ulteriores passos são necessários em direção ao futuro”

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21 Janeiro 2022

 

"Meus primeiros pensamentos hoje vão para aqueles que foram atingidos por abusos sexuais, que experimentaram malícia e sofrimento por meio de representantes da Igreja, sacerdotes e outros funcionários da Igreja, em um grau assustador. Estou chocado e envergonhado”. Assim se manifestou o cardeal Reinhard Marx, arcebispo de Munique e Freising, em seu discurso sobre o Relatório sobre os abusos cometidos por membros do clero em sua diocese.

 

A reportagem é publicada por Agência SIR, 20-01-2022. A tradução é de Luisa Rabolini.

 

“Como tenho repetido várias vezes, como arcebispo de Munique e Freising, sinto-me corresponsável pela instituição da Igreja nas últimas décadas”, continua o cardeal, segundo informa o site da diocese: “Como atual arcebispo, peço desculpas em nome da arquidiocese pelo sofrimento infligido às pessoas na área da Igreja nas últimas décadas. Sabemos há anos que os abusos sexuais não foram levados a sério na Igreja, que os perpetradores muitas vezes não foram adequadamente responsabilizados, que houve um afastamento dos responsáveis. Justamente por isso, desde a primeira perícia que encomendamos em 2010, encomendamos o relatório apresentado hoje ao escritório de advocacia WSW. É um elemento importante e indispensável para enfrentar os casos de abusos sexuais em nossa arquidiocese e também para a Igreja como um todo”.

"Desde 2010, muito foi mudado e implementado na arquidiocese, e estamos longe de terminar", o balanço do cardeal: "Aconselharemos e implementaremos novas mudanças com base nas recomendações deste relatório". “Espero vivamente que na próxima quinta-feira possamos mostrar as primeiras perspectivas e traçar o caminho a seguir”, anuncia Marx, segundo quem “chegou a hora de seguir os impulsos transmitidos pelo relatório e realizar ulteriores passos para o futuro. A crise dos abusos é e continua sendo um choque profundo para a Igreja e a reavaliação e o caminho a seguir incluem a orientação para as vítimas dos abusos, a reavaliação de falsas estruturas e atitudes de poder. Mas é mais que isso, trata-se de uma questão de renovação da Igreja, trata-se do que estamos também buscando e promovendo no Caminho Sinodal na Alemanha. Porque este Caminho Sinodal foi baseado no estudo do MHG e nas suas análises”.

“Chegar a um compromisso com os abusos sexuais não pode ser separado do caminho de mudança, renovação e reforma da Igreja”, conclui o cardeal, assegurando que “a perspectiva das pessoas atingidas está agora no centro das atenções para nós na arquidiocese de Munique e Freising, também para efetuar passos em direção ao futuro”.

 

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