“A carta do Papa a Marx é para todos os bispos, nos indica como devemos fazer nosso trabalho”, afirma o cardeal Jean-Claude Hollerich

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14 Junho 2021

 

“Às vezes tenho a impressão de que o lado conservador e o mais liberal da Igreja já não se falam através da internet”. O presidente da COMECE, Jean-Claude Hollerich, encontrou-se ontem com o Papa Francisco. Depois, em uma breve conversa com os meios vaticanos, agradeceu ao Papa pela carta ao cardeal Marx, mostrou-se a favor de “uma atitude pastoral” ante os homossexuais e de uma União Europeia “como uma força do multilateralismo e a paz”.

A reportagem é de Jesús Bastante, publicada por Religión Digital, 12-06-2021. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

“A carta do Papa ao cardeal Marx é muito bonita, muito pastoral, cheia de confiança. E também creio que ainda que esteja dirigida a ele, é uma carta para todos os bispos porque indica como devemos fazer nosso trabalho”, apontou Hollerich, sucessor de Marx à frente dos bispos europeus, depois de sua reunião com Francisco.

Ainda que não tenha querido comentar o conteúdo da carta do Pontífice ao purpurado, recordou que Marx “foi meu antecessor na COMECE e sempre teve um grande respeito por sua pessoa e por seu trabalho, por sua inteligência e integridade”.

 

Ajudar as pessoas

O prelado também entrou na questão das bênçãos a casais homossexuais, umas das polêmicas entre conservadores e progressistas na Igreja. Neste ponto, ainda que admitiu “não estar de acordo” com a bênção de um casamento “porque consideramos que o matrimônio é a união entre um homem e uma mulher”, destacou que “quando estou com jovens, claro que também há homossexuais que vem a mim. A atitude pastoral é sempre ver o melhor possível. Estamos para ajudar as pessoas”.

“Devemos ter cuidado. A teoria e o ensinamento da Igreja e a atitude pastoral são importantes. Às vezes tenho a impressão de que o lado conservador e o mais liberal da Igreja já não se falam ou apenas se falam através da Internet, então as posições se radicalizam em ambos lados. Não. Devemos ver como podemos ajudar os homens e mulheres de nosso tempo”, insistiu, convidando os episcopados da Europa a “falar mais, rezar juntos e ver possibilidades de futuro”.

 

Um profundo amor pela Europa

Hollerich falou com Francisco da União Europeia. “O Papa tem um profundo amor pela Europa e apoia à UE fortemente”, porque “vê a Europa como uma força de multilateralismo e paz em um mundo onde as tensões são cada vez mais violentas. O Papa sempre apoiou a Europa. Às vezes com palavras amáveis, outras vezes com expressões mais duras, que também são necessárias. O amor não se expressa apenas na doçura”.

“A União Europeia é necessária não apenas para a Europa, mas para o bem comum do mundo e os bispos devem sempre levantar a voz a favor dos pobres e marginalizados dos que não tem acesso à vacina porque isto é Evangelho”, finalizou.

 

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