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18 Março 2021

“Com o seu documento, a Congregação para a Doutrina da Fé alça-se a controladora para decidir quem pode obter a bênção de Deus e quem não pode - e isso é inapropriado e errado, porque a Igreja não é a guardiã da bênção de Deus”, escreve Franz Kreissl, responsável da pastoral da diocese de St. Gallen e membro da direção diocesana, em artigo publicado por kath.ch, 16-03-2021. A tradução é de Luísa Rabolini.

 

Eis o artigo.

 

Em 2015, o bispo Markus Büchel, questionado sobre os casais homossexuais, escreveu: “Alegremo-nos por toda relação em que os parceiros se acolhem como iguais, preciosos e amados filhos de Deus, respeitam a dignidade do outro e promova o bem das pessoas!”, E continuava: “Hoje creio que é tarefa da Igreja percorrer com as pessoas um caminho no qual elas possam integrar a sua sexualidade como dom de Deus em suas vidas e em suas relações”.

O fato de cada fiel possa amadurecer, viver e moldar a sua própria humanidade em todas as suas facetas depende da relação: não é admissível excluir a priori um determinado grupo considerado "pecador" sem considerar as pessoas individualmente.

Com o seu documento, a Congregação para a Doutrina da Fé alça-se a controladora para decidir quem pode obter a bênção de Deus e quem não pode - e isso é inapropriado e errado, porque a Igreja não é a guardiã da bênção de Deus.

Paulo escreve à comunidade dos Gálatas: “Assim, os que são da fé são abençoados com Abraão, homem de fé” (Gl 3, 9). Desde Abraão, faz parte da natureza das pessoas que acreditam em Deus ser uma bênção para os outros. A Igreja tem a função de distribuir a bênção de Deus e prometê-la aos homens - não como um recurso próprio, mas como mediadora. Não tenho conhecimento de que Deus tenha posto condições para o acesso. Justamente num período em que os pecados profundamente ocultos cometidos na Igreja estão finalmente vindo à tona e se iniciam processos necessários, mas dolorosos, é um consolo saber que a bênção de Deus se dirige a todos.

Sem essa convicção, haveria bem pouca esperança na Igreja, pelo contrário, todos vivemos da promessa de Deus. Por isso a Igreja não pode excluir ninguém da bênção. Nossa tarefa é ser bênção. A bênção vem de Deus - e graças a Deus não depende da pessoa que abençoa.

 

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