Onze dias após massacre em Oaxaca, no México, ação policial segue sem explicação

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30 Junho 2016

A América Latina vê o despertar dos protestos de rua de forma mais intensa, pelo menos, desde 2011. Nesse cenário, os estudantes retomaram o protagonismo social na luta por uma educação de maior qualidade. Assim foi no Chile, em 2011, nas ocupações de escolas que se iniciaram no Brasil em 2015 e, mais recentemente, no trágico episódio mexicano de Oaxaca, que vitimou fatalmente nove pessoas.

A remoção forçada de manifestantes da Coordenadoria Nacional dos Trabalhadores da Educação – CNTE, que bloqueavam uma estrada na cidade de Nochixtlán, no estado de Oaxaca, no sul do México, matou nove pessoas e deixou dezenas de feridos. O contingente da polícia federal destacado para a operação investiu contra os manifestantes, dentre eles professores e moradores locais, inclusive adolescentes. Ainda não há um esclarecimento do governo sobre os fatos.

Foto: Christian Frausto Bernal - Flickr - Creative commons


Violência

Há fotos e vídeos que mostram policiais atirando contra civis. A polícia federal afirmou que reagiu após seus integrantes serem atingidos por tiros vindos do grupo que bloqueava a via. A CNTE nega essa versão. Inicialmente, a polícia havia desmentido o emprego de armas, tendo admitido o seu uso apenas após as imagens serem publicadas. Os nove mortos são civis, mas também há policiais feridos por tiros.

Reforma educacional

Os violentos atos de Oaxaca ocorrem em um contexto de paralisação dos professores, que teve início no último dia 15 de maio. Eles protestam contra uma reforma educacional impulsionada pelo presidente Enrique Peña Nieto, que, segundo eles, tem como objetivo a privatização do ensino público.

O secretário de Governo, Miguel Ángel Osorio Chong, afirma estar disposto para dialogar com a CNTE, desde que ela interrompa os bloqueios de estradas nas regiões de Oaxaca e de Chiapas. O órgão docente exige a retirada da reforma educacional de Peña Nieto como condição para sentar à mesa com o governo. O presidente garantiu que não irá recuar em relação a esse tema.

Histórico de repressão

Em 2006, a violenta repressão policial a uma greve de professores em Oaxaca levou à formação de um movimento que acabou por ocupar a capital do estado. No conflito daquele ano, que durou sete meses, ao menos 17 pessoas foram mortas. Em 2014, em Iguala, no estado de Guerrero, 43 estudantes desapareceram. O destino deles nunca foi esclarecido.

Eleições

Os acontecimentos recentes têm impacto no cenário político do país, que terá eleições em 2018. O pré-candidato presidencial Andrés Manuel López Obrador se alinhou à CNTE, exigindo explicações do governo sobre os mortos de Oaxaca. O presidente Peña Nieto, do Partido Revolucionário Institucional – PRI, que assumiu em 2012, não pode se candidatar à reeleição.

Por João Flores da Cunha / IHU – Com Agências 

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