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Por: Jonas | 31 Março 2016

O Papa Francisco voltou a intervir sobre a grave e delicada situação da Venezuela, durante sua mensagem de Páscoa: “Deus venceu o egoísmo e a morte com as armas do amor; seu Filho, Jesus, é a porta da misericórdia, totalmente aberta para todos. Que sua mensagem pascal se projete cada vez mais sobre o povo venezuelano, nas difíceis condições em que vive, assim como sobre os que têm em suas mãos o destino do país, para que se trabalhe em prol do bem comum, buscando formas de diálogo e colaboração entre todos”.

A reportagem é de Luis Badilla, publicada por Tierras de América, 29-03-2016. A tradução é do Cepat.

Não é a primeira vez que o Santo Padre se refere a longuíssima crise da Venezuela e suas consequências de lutos, miséria, ódio e antagonismo, e eleva sua voz para pedir diálogo, encontro e negociação entre as partes. Já agiu assim em diversas oportunidades, desde que foi eleito há três anos. Em setembro de 2015, o Papa disse, por exemplo: “Agora direi algumas palavras em espanhol sobre a situação entre Venezuela e Colômbia. Nestes dias, os bispos da Venezuela e Colômbia se reuniram para examinar juntos a dolorosa situação que se criou na fronteira entre ambos os países. Vejo neste encontro um claro sinal de esperança. Convido a todos, em especial aos amados povos venezuelano e colombiano, a rezar para que, com um espírito de solidariedade e fraternidade, possam superar as atuais dificuldades”.

A Venezuela vive uma crise profunda e radical, há muitos anos, que não começou no dia 5 de março de 2013, quando assumiu o atual presidente Nicolás Maduro. Os problemas já existiam a pelo menos 18 meses antes, durante a gradual e inexorável deterioração das condições de saúde de Hugo Chávez. O descalabro conta com não menos que seis anos e até o momento não parece haver uma saída plausível, razoável, honorável e urgente. Toda a crise, vista de qualquer ângulo, está nas mãos de oligarquias político-ideológicas extremistas, que em seus comportamentos, assim como em sua linguagem e seus gestos, são refletidas reciprocamente como parte e contraparte.

O paradoxo é trágico, porque o custo é pago por mais de 30 milhões de venezuelanos. No jogo perene das oposições até o limite e entrecruzadas, as duas partes – governo e oposição – se sustentam e se perpetuam. A esta altura, a técnica de análise com equilíbrio aconselha enumerar as razões de uma e outra parte, mas após seis anos de crise é evidente que seria um exercício retórico e inútil. A questão não é quem tem melhores razões, mas, sim, como sair do labirinto, o antes possível, antes que cheguem falsas soluções militares (da direita conservadora, do chavismo histórico ou dos jovens oficiais chavistas desiludidos de Maduro). Se viesse a ocorrer, seria gravíssimo para toda América Latina, onde a maioria dos países atravessa crises igualmente graves e delicadas, tanto socioeconômicas como político-institucionais.

Na Venezuela, é necessário um alento de humanidade, de misericórdia, sendo a única coisa que pode quebrar o poder das oligarquias político-ideológicas. Por isso, voltemos às palavras de Francisco, dirigidas “aos que têm em suas mãos o destino do país, para que se trabalhe em prol do bem comum, buscando formas de diálogo e colaboração entre todos”.

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