Para acelerar diálogos de paz, FARC anunciam suspensão de compras de armas e munição

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12 Novembro 2015

Rodrigo Londoño Echeverri, mais conhecido como Timochenko, afirmou nesta terça-feira (10/11) que ordenou aos membros das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) que suspendessem a compra de armamento e munição. O gesto, segundo a imprensa colombiana, tem o objetivo de contribuir para o arrefecimento do conflito no país.

A reportagem foi publicada por Opera Mundi, 10-11-2015.

Em mensagem em seu Twitter direcionada ao presidente colombiano, Juan Manuel Santos, Timochenko afirmou que a instrução foi passada aos guerrilheiros no dia 30 de setembro. A decisão se soma ao anunciado no dia 1º de outubro de que os treinamentos militares seriam substituídos por uma formação focada em política.

O anúncio do líder guerrilheiro se dá no momento em que a sociedade colombiana discute a designação direta de cadeiras no Congresso a membros das FARC após o fim oficial do conflito. No último sábado (07/11) as FARC emitiram um comunicado em que estipulam a transformação da guerrilha em movimento político e a participação política formal como condição para a assinatura de um acordo de paz, que está sendo discutido em Havana, Cuba, entre a guerrilha e o governo colombiano.

Esta participação política se daria através da designação direta de cadeiras no Congresso por pelo menos dois mandatos, além da garantia de participação em Assembleias Departamentais e Conselhos Municipais.

“O governo nacional considera fundamental a participação política dos integrantes das FARC, sendo este o propósito do processo de negociação”, declarou o ministro do Interior, Juan Fernando Cristo, segundo o jornal colombiano El Espectador. No entanto, algumas personalidades políticas colombianas têm rechaçado a possibilidade de que integrantes da guerrilha consigam representação política “por decreto”.

Para a senadora Claudia López Hernandez, integrante da comissão de Paz do Senado colombiano, “os líderes das FARC deveriam, em lugar de exigir cadeiras diretas sem passar por eleição popular, dizer-nos a que regime de justiça transicional pretendem se submeter primeiro e como vão recompensar as vítimas”.

O senador Carlos Fernando Galán, por sua vez, afirmou que as FARC devem ter a possibilidade de participar politicamente, mas que esta participação deve acontecer através de voto popular.

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